Trump afirma ter a 'honra' de tomar controle sobre Cuba
Donald Trump afirmou que espera "ter a honra" de tomar controle de Cuba por algum meio, intensificando suas críticas ao governo comunista. As declarações vieram em um momento de tensão entre os dois países, durante negociações bilaterais para melhorar as relações adversas. A falta de petróleo e o racionamento energético afetaram Cuba após a interrupção das remessas venezuelanas por Trump
Cuba é o próximo alvo dos Estados Unidos, afirma Donald Trump. O presidente norte-americano intensificou sua retórica contra o país comunista ao afirmar que espera "ter a honra" de tomar Cuba por algum meio.
Em um evento de autógrafos no Salão Oval, Trump disse aos repórteres: "Quero dizer, se eu a libero, se eu a tomo. Acho que posso fazer o que quiser com ela. Vocês querem saber a verdade".
Essas declarações ameaçadoras vieram em um momento de tensão entre os dois países, pois Cuba e EUA iniciaram conversações para melhorar suas relações adversas.
As negociações bilaterais têm como objetivo resolver as contendas que surgiram nos 67 anos desde a Revolução Cubana. A Casa Branca ainda não detalhou a base legal para qualquer possível intervenção em Cuba, o que levanta preocupação sobre os próximos passos dos EUA.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel disse na sexta-feira que esperava as negociações ocorrerem "sob princípios de igualdade e respeito pelos sistemas políticos de ambos os países, soberania e autodeterminação".
No entanto, Trump parece não estar comprometido com esses objetivos. Ele intensificou a pressão ao interromper todas as remessas de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçar impor tarifas a qualquer país que venda petróleo para o país.
Como resultado, Cuba diz que não recebe um carregamento de petróleo há três meses. A falta de combustível levou ao racionamento energético em todo o país, resultando em interrupções prolongadas de energia elétrica.
Nessa segunda-feira, a rede elétrica cubana entrou em colapso, deixando sem energia o país com 10 milhões de habitantes. O cenário é grave e levanta preocupações sobre as implicações das ameaças feitas por Trump.
Além disso, há rumores de que os EUA têm como objetivo destituir Díaz-Canel da presidência cubana. Segundo o New York Times, a Casa Branca sinalizou aos negociadores cubanos que Díaz-Canel deve sair do cargo, mas deixará com os próximos passos a cargo dos cubanos.
Essas informações levantam preocupações sobre as intenções reais da administração Trump em relação à Cuba. Enquanto o país tenta manter sua soberania e autodeterminação, parece que os EUA têm outros planos para o futuro de Cuba.