Política

TSE propõe selo de reconhecimento para institutos de pesquisa com maior precisão em eleições

14 de Julho de 2026 às 18:19

O ministro Nunes Marques, presidente do TSE, propôs a criação de um selo de reconhecimento para institutos de pesquisa com maior precisão nos resultados eleitorais. O prazo para sugestões sobre os critérios termina nesta sexta-feira (17). A ABEP questionou a medida, alegando que pesquisas não são previsões de resultado

TSE propõe selo de reconhecimento para institutos de pesquisa com maior precisão em eleições
© MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, propôs a implementação de um selo de reconhecimento para institutos de pesquisa que apresentarem maior precisão nos resultados das eleições de outubro. A iniciativa, apresentada nesta terça-feira (14) em reunião com representantes do setor, busca estimular o aperfeiçoamento técnico e valorizar as boas práticas na condução de levantamentos eleitorais.

O encontro ocorreu para debater as diretrizes de divulgação de pesquisas, após o TSE suspender a publicação de dados da AtlasIntel para a Presidência da República, sob a justificativa de descumprimento de normas eleitorais.

Critérios e prazos

Para a definição dos parâmetros que determinarão a concessão do selo, o TSE estabeleceu um prazo para o recebimento de sugestões, que se encerra na próxima sexta-feira (17).

Reação do setor de pesquisas

A proposta foi questionada pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP). Em nota, a entidade argumentou que as pesquisas registram a intenção de voto em um momento específico, não funcionando como previsões de resultado, já que o comportamento do eleitor pode oscilar entre a coleta de dados e o dia da votação.

A ABEP manifestou preocupação com a possibilidade de a Justiça Eleitoral atuar como árbitra da qualidade técnica dos estudos. A associação defendeu que qualquer medida desse tipo seja construída em conjunto com a comunidade científica e os institutos, a fim de evitar o estímulo a práticas oportunistas e a desvalorização do rigor metodológico.

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