Política

TSE registra queda no número de candidaturas ao Congresso Nacional para as eleições de 2026

23 de Agosto de 2026 às 07:16

O TSE registrou 7.991 candidaturas para a Câmara dos Deputados e o Senado em 2026, queda de 26,5% comparado a 2022. O PL possui o maior número de postulantes para ambas as casas legislativas. A redução decorre de federações partidárias, limites de candidaturas por sigla e a cota de 30% para mulheres

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TSE registra queda no número de candidaturas ao Congresso Nacional para as eleições de 2026
Reprodução/TV Globo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 7.991 candidaturas para as disputas ao Congresso Nacional em 2026, abrangendo as 513 vagas da Câmara dos Deputados e as 54 cadeiras do Senado. O volume de postulantes apresenta uma redução de 26,5% em relação aos 10.873 nomes registrados em 2022, acompanhando uma tendência de queda geral nas candidaturas, a primeira em duas décadas.

A redução é atribuída, em parte, à formação de federações partidárias, que obrigam siglas aliadas a coordenar a escolha de nomes por estado. Atualmente, cinco federações compõem o cenário: UniãoBrasil-PP, PT-PCdoB-PV, PRD-Solidariedade, PSDB-Cidadania e Psol-Rede. Além disso, voltou a vigorar o limite de candidaturas por partido, fixado em 100% das vagas disponíveis mais uma. Outro fator impactante é a obrigatoriedade de que 30% das vagas sejam preenchidas por mulheres, categoria com baixa representatividade nos quadros partidários.

Estratégias para a Câmara e a Cláusula de Barreira

O PL lidera o número de candidatos para a Câmara com 535 nomes, seguido pelo Novo, com 505. A estratégia de siglas com bancadas reduzidas, como o Novo e o Psol (308 candidatos), foca na superação da cláusula de barreira. Para garantir acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita em rádio e TV, o partido precisa eleger 11 deputados distribuídos por nove estados ou atingir 2% dos votos para a Câmara em nove estados, com o mínimo de 1% em cada um.

Outras legendas incluem:

  • PDT: 471
  • Avante: 419
  • DC: 342
  • Missão: 333
  • Solidariedade: 265
  • PRD: 212
  • Democrata: 147
  • Mobiliza: 120
  • Rede: 113
  • Agir: 103

Partidos do chamado Centrão somam 2,7 mil candidatos, com destaque para MDB e Republicanos, que registram quase 500 nomes cada.

Disputa pelo Senado e Alianças Locais

No Senado, o PL também detém a maior quantidade de nomes, com 33 candidatos. A sigla prioriza a formação de uma bancada robusta para impulsionar pautas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A vantagem numérica do PL sobre o PT, que lança 19 nomes, decorre da ausência de alianças na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro; em São Paulo, por exemplo, o PT abdicou de candidaturas para apoiar Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

Já a presença de partidos menores na disputa senatorial responde a uma lógica de composição de chapas para governos locais, onde cada candidato a governador deve ter dois nomes para o Senado. Esse movimento explica por que siglas com pouca estrutura financeira apresentam números relevantes:

  • UP: 23 candidatos
  • Psol: 21 candidatos
  • DC: 18 candidatos
  • PSTU: 17 candidatos
  • Novo: 15 candidatos
  • PCO: 14 candidatos.

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