TSE suspende julgamento que visa cassar mandato do governador Cláudio Castro
O ministro Nunes Marques suspendeu o julgamento que visa cassar o mandato do governador Cláudio Castro no Rio de Janeiro. A sessão foi interrompida após dois votos a favor da cassação, com cinco mais para serem emitidos. O julgamento será retomado em 24 de março
Ministro do TSE Suspende Julgamento sobre Cassação de Mandato de Governador do Rio
O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tomou uma decisão crucial ao pedir vista e suspender o julgamento que visa cassar o mandato do governador Cláudio Castro no estado do Rio de Janeiro. A sessão foi interrompida na terça-feira (10) após dois votos a favor da cassação, com cinco mais para serem emitidos.
A decisão de Nunes Marques suspendeu momentaneamente as discussões sobre o processo que acusa Cláudio Castro e outros políticos do estado de abuso de poder político e econômico durante sua campanha à reeleição em 2022. O julgamento será retomado no dia 24 de março.
Se a votação continuar na mesma direção, o governador pode ficar inelegível por um período de oito anos, levando ao convite das novas eleições para ocupar seu cargo. Além disso, também poderão ser afetados outros políticos como Thiago Pampolha e Gabriel Rodrigues Lopes.
Os argumentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) sugerem que Cláudio Castro usou a contratação de servidores temporários sem base legal, bem como descentralização de projetos sociais para enviar recursos às entidades não vinculadas à administração pública do estado. Segundo as acusações, essa prática resultaria em gastos de R$ 248 milhões com a contratação de mais de 27.665 pessoas.
O advogado Fernando Neves, representante do governador Castro, argumentou que o seu cliente apenas sancionou uma lei e um decreto para regularizar a atuação da Ceperj e não poderia ser responsabilizado por eventuais irregularidades nessa área.
A decisão de Nunes Marques suspendeu temporariamente as discussões sobre o processo em questão, mas os próximos passos estão claros: quando retomado no dia 24 de março, o julgamento continuará a buscar respostas para essas acusações e possíveis consequências políticas.