TSE suspende propaganda de Lula que associa Flávio Bolsonaro a crimes de corrupção e lavagem
O TSE determinou a suspensão de propaganda da campanha de Lula que associava Flávio Bolsonaro a crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão do ministro Nunes Marques considerou as acusações sem lastro mínimo. O material também citava investigações contra Alfredo Gaspar, caso arquivado pelo STF
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ordenou a suspensão imediata de uma peça publicitária da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A propaganda em questão atribuía ao senador Flávio Bolsonaro (PL) a condição de investigados por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em relação ao Banco Master.
A decisão foi proferida pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que fundamentou a medida ao classificar as acusações como imputações criminais sem lastro mínimo, veiculadas em um espaço de comunicação de alcance nacional e custeado pela sociedade.
Investigações sobre o filme "Dark Horse"
A propaganda referia-se a um inquérito da Polícia Federal (PF) que apura a possível prática de crimes, incluindo evasão de divisas, corrupção e lavagem de dinheiro, envolvendo o financiamento da produção cinematográfica Dark Horse, obra sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
As suspeitas concentram-se na relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, proprietário do extinto Banco Master. De acordo com registros, o senador teria negociado o repasse de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões na época) para a produção. Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões ao filme por meio de um fundo nos Estados Unidos, enquanto a produtora declarou gastos de R$ 75,1 milhões.
Acusações contra Alfredo Gaspar
O conteúdo da propaganda também mencionava Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, afirmando que ele seria alvo de investigação por estupro de vulnerável.
No entanto, o pedido de abertura de inquérito, que envolvia suspeitas relacionadas à senadora Soraya Thronicke e ao deputado Lindbergh Farias, foi rejeitado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Posteriormente, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do caso por ausência de elementos que embasassem a denúncia.
O imbróglio jurídico ocorre em meio à disputa pelo cargo de presidente da República, cujo segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro está marcado para o dia 25 de outubro.