Política

Uruguai autoriza Brasil a usar excedente de cota de carne bovina para exportação à China

21 de Setembro de 2026 às 18:00 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou reuniões em Nova York com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, o prefeito Zohran Mamdani e o senador Bernie Sanders. O acordo com o Uruguai permite que o Brasil utilize a cota de exportação de carne bovina para a China. As pautas incluíram a integração regional, infraestrutura e o combate à pobreza

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Uruguai autoriza Brasil a usar excedente de cota de carne bovina para exportação à China
© @LULAOFICIAL/ X

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou sua agenda em Nova York, antecedendo a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), com encontros bilaterais focados em cooperação regional e pautas sociais. Em reunião com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, o foco central foi a integração latino-americana e o fortalecimento do multilateralismo.

Acordos bilaterais com o Uruguai

Durante a conversa, Orsi autorizou que o Brasil utilize o excedente da cota de exportação de carne bovina do Uruguai para o mercado da China. Além da pauta comercial, os chefes de Estado trataram da regulamentação de apostas online (bets) e de projetos de infraestrutura, com destaque para a construção da ponte binacional sobre o rio Jaguarão.

O governo uruguaio detalhou, em nota oficial, que a agenda incluiu temas de desenvolvimento produtivo, intercâmbio cultural e comércio. Ambos os líderes reforçaram a importância de coordenar os próximos passos dentro do Mercosul e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

Diálogo sobre desigualdade social

Lula também se reuniu com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani — primeiro muçulmano a ocupar o cargo e autodeclarado socialista democrata —, e com o senador de Vermont, Bernie Sanders.

No encontro com Mamdani, o debate concentrou-se nos desafios socioeconômicos da cidade norte-americana. O prefeito destacou que Nova York é a terceira cidade mais cara do mundo e a mais custosa das Américas, ressaltando que 25% da população local vive em situação de pobreza. Como medida de enfrentamento, Mamdani mencionou a implementação de supermercados populares em sua gestão.

Na ocasião, o presidente brasileiro criticou a priorização de investimentos em defesa militar e armamentos por parte do Japão e de países europeus, argumentando que tal tendência reduz os recursos destinados ao combate à fome e à educação. Lula manifestou a expectativa de que Mamdani atue ativamente na redução da invisibilidade e da pobreza.

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