Política

Uso de nomes de Lula e Bolsonaro na urna teve baixa eficácia nas últimas eleições

06 de Outubro de 2026 às 18:39 2 min de leitura

Apenas cinco de 29 candidatos que utilizaram os nomes de Jair Bolsonaro ou Lula na urna, sem vínculo familiar, foram eleitos. A Justiça Eleitoral proibiu a prática para quem não integra a família dos políticos

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Uso de nomes de Lula e Bolsonaro na urna teve baixa eficácia nas últimas eleições
Reprodução/Vittor Sales/Ricardo Stucker/Pablo Porciuncula/AFP

A estratégia de utilizar os nomes de Jair Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na urna, sem possuir vínculo familiar com as lideranças, apresentou baixa eficácia nas últimas eleições. Dos 29 candidatos que adotaram essa tática para disputar cargos de governador, senador, deputado federal, estadual e distrital, apenas cinco conseguiram a eleição, enquanto 24 foram derrotados.

Desempenho por liderança

No grupo que buscou associação com Bolsonaro, 20 candidatos registraram nomes com referência ao ex-presidente, mas apenas três foram eleitos. Entre os vitoriosos estão Fabiana de Lima Barroso Souza (PL), que concorreu como Fabiana Bolsonaro para a Assembleia Legislativa de São Paulo, e Crysthofour Pereira de Almeida (PL), conhecido como Fão do Bolsonaro, eleito deputado estadual no Paraná.

Já entre os nove candidatos que utilizaram a imagem de Lula, dois obtiveram sucesso. Foram eleitos Júlio Cesar de Carvalho Lima (PSD), que utilizou o nome Júlio César o Julim do Lula para conquistar uma vaga no Senado pelo Piauí, e Samanda Alves de Freitas (PT), a Samanda de Lula, eleita senadora no Rio Grande do Norte. No mesmo estado, Carlos Eduardo Xavier (PT), que registrou Cadu de Lula, avançou para o segundo turno da disputa ao governo estadual.

Restrições da Justiça Eleitoral

A partir de agosto, a Justiça Eleitoral passou a proibir a inclusão dos nomes de Bolsonaro ou Lula na identificação de urna por candidatos que não integrem a família dos políticos. Um exemplo foi o caso de Bruno Scheid (PL-RO), eleito senador, que precisou retirar a referência a Bolsonaro de seu registro inicial, Bruno Bolsonaro Scheid, após determinação judicial.

O entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) reforça que a identificação política deve ser fruto da trajetória do próprio candidato, vedando a apropriação de sobrenomes de terceiros conhecidos.

Regras de identificação na urna

As normas que regem a apresentação dos nomes nas urnas são estabelecidas por lei e por resolução do Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com a legislação, é permitido o uso de:

  • Prenome e sobrenome;
  • Cognome ou nome abreviado;
  • Apelido ou nome pelo qual o candidato seja publicamente conhecido.

A regra veda qualquer identificação que cause dúvida sobre a identidade do postulante, que seja considerada ridícula, irreverente ou que atente contra o pudor.

Com informações de G1

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