Vídeo que atribui declarações a Alexandre de Moraes sobre Donald Trump e Jair Bolsonaro é falso
Vídeo no TikTok que atribui falas ao ministro Alexandre de Moraes sobre encontros entre Donald Trump, Javier Milei e Jair Bolsonaro é falso. O conteúdo utiliza narração por inteligência artificial e circulou após a decisão judicial de barrar a visita do presidente argentino ao ex-presidente brasileiro
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Um vídeo publicado no TikTok que atribui declarações ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a impossibilidade de encontros entre Donald Trump, Javier Milei e o ex-presidente Jair Bolsonaro, é falso. O material utiliza narração gerada por inteligência artificial para alegar que o magistrado estaria furioso e que Bolsonaro teria condições de retornar à Papudinha com segurança reforçada devido ao período eleitoral.
A desinformação começou a circular em 21 de julho, logo após a decisão do ministro de barrar a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente brasileiro.
Restrições e decisões judiciais
O conteúdo falso surge em um contexto de medidas impostas por Alexandre de Moraes em relação a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde março. No dia 3 de julho, o ministro determinou a manutenção dessa modalidade de custódia após o término do prazo inicial de 90 dias.
Posteriormente, em 17 de julho, foi decidida a proibição de visitas com caráter político-eleitoral ao ex-presidente até o encerramento das eleições. No dia seguinte, o ministro negou formalmente o pedido de encontro com Javier Milei.
Conflitos institucionais efamiliares
A dinâmica de visitas também envolveu o senador Flávio Bolsonaro. Em 11 de julho, o parlamentar leu publicamente uma carta na qual era nomeado porta-voz do pai. Dois dias depois, Moraes suspendeu as visitas do senador ao ex-presidente por um período de 90 dias.
Em 25 de julho, durante a oficialização de sua candidatura, o presidente argentino, Javier Milei, reagiu às decisões do ministro do STF, referindo-se a ele como "lixo careca". No mesmo evento, foi veiculado um vídeo produzido via IA simulando a voz e imagem de Jair Bolsonaro.
Em resposta a esse material, Alexandre de Moraes estabeleceu, nesta terça-feira (28), um prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro esclareça se houve autorização para o uso de sua imagem e voz na referida produção.