Zema e Girão formalizam doze compromissos direcionados ao público cristão em Brasília
Romeu Zema e Eduardo Girão formalizaram 12 compromissos com o público cristão nesta quarta-feira (9), em Brasília. A chapa defende a proibição de bets, a legalização do homeschooling e a manutenção das restrições ao aborto. O documento prevê ainda a implementação de escolas cívico-militares e a oposição ao uso recreativo de maconha
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Romeu Zema (Novo) e seu vice na chapa presidencial, Eduardo Girão (Novo), formalizaram um conjunto de 12 compromissos direcionados ao público cristão, apresentados nesta quarta-feira (9), em Brasília. Durante o evento, o ex-governador de Minas Gerais declarou que o país atravessa uma crise de valores e de moralidade.
O documento foi entregue a representantes da Aliança Evangélica Brasileira, da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), da Associação Brasileira das Instituições Evangélicas de Ensino (ABIEE) e do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif), contando ainda com a presença de pastores de denominações batistas, presbiterianas, pentecostais e de igrejas independentes.
Pautas sociais e educação
A chapa assume a defesa da vida desde a concepção até a morte, posicionando-se contra a ampliação das hipóteses legais para a realização do aborto — atualmente permitido no Brasil em casos de anencefalia, risco de vida para a gestante ou gravidez resultante de estupro. O compromisso inclui a oferta de apoio a gestantes em situação de vulnerabilidade.
Na área educacional, o documento defende a implementação de escolas cívico-militares e a legalização do homeschooling (ensino domiciliar), assegurando que as famílias tenham a liberdade de optar por projetos pedagógicos alinhados às suas convicções.
Segurança e política de drogas
Sobre a questão das substâncias entorpecentes, Zema e Girão manifestaram oposição à flexibilização do plantio, porte e consumo recreativo de maconha. O texto enfatiza que o uso medicinal de substâncias como o canabidiol não deve ser utilizado como pretexto para a liberação irresponsável de drogas.
A chapa defende que eventuais alterações na política de drogas sejam decididas pelo Congresso Nacional, rejeitando imposições do Poder Judiciário. Além disso, prometem combater o crime organizado e a comercialização ilegal de cigarros eletrônicos.
Apostas digitais e economia
Um dos pontos centrais da carta é a proposta de legislar para proibir as bets (plataformas de apostas). A chapa pretende restringir patrocínios e publicidades, inclusive as realizadas por influenciadores, além de bloquear sites ilegais.
O plano prevê a criação de políticas para tratar o superendividamento e medidas para impedir que as apostas sejam utilizadas para a manipulação de resultados esportivos, lavagem de dinheiro e financiamento de atividades criminosas.
Instituições e liberdades civis
No âmbito jurídico, o documento prevê uma atuação institucional firme contra o que classifica como arbítrios do Supremo Tribunal Federal (STF) e de outras instâncias do sistema de Justiça.
A chapa compromete-se a dar atenção especial às liberdades de expressão, pensamento, imprensa, associação e partidária. No campo religioso, a carta assegura a defesa da liberdade de culto e o combate à intolerância, prometendo respeitar a autonomia de fiéis e igrejas durante o período eleitoral, sem a prática de coação ou troca de favores.