Saúde

Acne pode surgir ou se intensificar na vida adulta mesmo após a puberdade

12 de Outubro de 2026 às 06:01 3 min de leitura

A acne é uma doença inflamatória da pele que pode surgir na vida adulta devido a fatores genéticos, hormonais, ambientais ou medicamentosos. O tratamento varia conforme a gravidade, incluindo o uso de substâncias tópicas, antibióticos ou isotretinoína oral. A avaliação dermatológica é indicada para lesões persistentes

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Acne pode surgir ou se intensificar na vida adulta mesmo após a puberdade
AP/Erin Hooley, Arquivo

A acne é frequentemente associada à puberdade, mas a condição é uma doença inflamatória da pele que pode surgir ou se intensificar na vida adulta, especialmente após os 25 ou 30 anos. Mesmo pessoas que tiveram poucas espinhas na adolescência podem desenvolver a patologia, que afeta principalmente o rosto, mas também pode atingir as costas, os ombros e o peito.

A inflamação ocorre quando o sebo e células mortas obstruem os folículos cutâneos, criando um ambiente propício para a proliferação de bactérias. Diversos fatores contribuem para esse quadro, incluindo a predisposição genética, alterações hormonais, influências ambientais e o uso de medicamentos específicos, como os corticosteroides. Em alguns casos, a alimentação também pode exercer influência.

Identificação e causas

A localização das lesões costuma indicar a origem do problema. Enquanto na adolescência as espinhas se concentram no nariz, bochechas e testa, a acne hormonal em mulheres adultas manifesta-se predominantemente na linha da mandíbula e no queixo.

As manifestações clínicas variam entre cravos, pequenas pústulas inflamadas e nódulos profundos e dolorosos. Estes últimos apresentam um risco maior de gerar cicatrizes permanentes. A busca por avaliação dermatológica é indispensável quando as lesões são persistentes e não apresentam períodos de remissão.

Opções de tratamento

A abordagem terapêutica é definida pela gravidade do caso e pelos fatores desencadeantes:

  • Casos leves: Utilizam-se substâncias como ácido salicílico, peróxido de benzoíla ou retinoides (como o adapaleno) para controlar a inflamação e a obstrução dos poros.
  • Casos intensos: Podem ser prescritos antibióticos e tretinoína. Em quadros graves ou resistentes, a indicação pode ser a isotretinoína oral, sob rigoroso acompanhamento médico.
  • Acne hormonal: Para mulheres, o uso de espironolactona ou anticoncepcionais pode ser indicado, conforme o histórico de saúde.
  • Lesões corporais: Quando a acne atinge as costas ou outras áreas extensas, medicamentos orais costumam ser priorizados devido à dificuldade de aplicação de cremes.

Um cuidado fundamental é evitar a manipulação das lesões. Espremer as espinhas agrava a inflamação e eleva a probabilidade de manchas e cicatrizes. Embora os adesivos de hidrocoloide ajudem a absorver secreções e evitem que o paciente toque na pele, eles possuem efeito limitado e não substituem a terapia médica.

Recuperação e sequelas

A melhora da pele não é imediata, podendo levar semanas ou meses, com a possibilidade de irritação temporária no início de alguns tratamentos. Após a resolução das espinhas, as marcas podem persistir. Para reduzir manchas escuras, recomendam-se retinoides e ácido glicólico, enquanto cicatrizes profundas podem exigir a aplicação de laser.

O impacto da doença vai além da estética, podendo afetar a autoconfiança e a autoestima, especialmente no ambiente profissional. Um exemplo é o de Gillian Maegan Montalbo, profissional de marketing nas Filipinas, que desenvolveu lesões no queixo e bochechas na fase adulta. Montalbo conseguiu eliminar a acne após um ano de acompanhamento dermatológico, embora as cicatrizes tenham demandado mais tempo para regredir. No seu caso, o incentivo do pai, que também enfrentou a doença, e o apoio de familiares e amigos foram essenciais para a recuperação da confiança.

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