Saúde

Adesivos coloridos para acne auxiliam na cicatrização e protegem a pele contra bactérias

11 de Junho de 2026 às 06:33

Adesivos de hidrocoloide para acne, agora disponíveis em cores e formatos, auxiliam na cicatrização e proteção de lesões. O uso é indicado para emergências, mas contraindicado para peles sensíveis ou alérgicos aos componentes. A acne afeta principalmente jovens de 13 a 24 anos, embora 70% dos brasileiros nessa faixa etária nunca tenham consultado um dermatologista

Adesivos para acne, tradicionalmente utilizados para camuflar espinhas, agora apresentam versões coloridas e com formatos de desenhos, como estrelas e corações. Esses produtos, compostos majoritariamente por hidrocoloide — um polímero que cria um ambiente úmido para acelerar a cicatrização —, também podem conter substâncias como niacinamida, melaleuca, peróxido de benzoíla e ácido salicílico. Algumas versões utilizam microagulhas dissolvíveis para a entrega profunda de ativos na pele.

A aplicação desses adesivos reduz a manipulação da lesão, protege a área contra bactérias, absorve secreções e fluidos, o que auxilia na diminuição da inflamação e melhora o aspecto cicatricial. O uso é indicado para situações emergenciais, como eventos, especialmente quando aliado a um tratamento global para a acne. No entanto, formulações com esses ativos possuem maior potencial irritativo. O uso é contraindicado para pessoas com alergia a componentes da fórmula, peles sensíveis ou em regiões com feridas, sob risco de intensificar o ressecamento e a irritação local.

Quando a acne deixa de ser um problema pontual, é necessário um tratamento mais aprofundado e individualizado. Para adolescentes, as opções incluem higienizadores tópicos, como géis e sabonetes para peles oleosas que contenham zinco, peróxido de benzoíla ou ácido salicílico. O tratamento tópico pode envolver ainda o uso de dapsona, ácido retinoico, ácido azelaico, adapaleno.

Dependendo da idade, gênero e condições clínicas, pode ser indicado o tratamento sistêmico via oral, com a utilização de isotretinoína, contraceptivos orais, antibióticos ou espironolactona, para bloqueio androgênico hormonal da glândula. Outras alternativas terapêuticas incluem a aplicação local de injeções de esteroides para redução da acne, além de peelings e laser, conforme a condição da pele.

A acne é a condição mais comum em consultórios dermatológicos particulares, afetando principalmente jovens de 13 a 24 anos. Apesar disso, dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia revelam que 70% dos brasileiros entre 16 e 24 anos nunca consultaram um dermatologista.

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