Adolescente do Distrito Federal desloca a mandíbula ao bocejar e precisa de atendimento hospitalar
Um adolescente de 14 anos teve a mandíbula deslocada ao bocejar no dia 27, no Distrito Federal. Após passar pelo Hospital Regional do Paranoá, o jovem foi transferido para o Hospital de Base, onde um especialista realizou a manobra de reposicionamento da articulação
Um adolescente de 14 anos, residente do Distrito Federal, precisou de atendimento em duas unidades hospitalares após ter a mandíbula deslocada durante um bocejo no último dia 27. O jovem, identificado como Felipe Santos Firmino, estava em casa após retornar da escola quando o incidente ocorreu.
A família buscou socorro inicialmente no Hospital Regional do Paranoá, onde foram realizados exames de raio-x e tomografia. Devido à ausência de um especialista em cirurgia bucomaxilofacial na unidade, o paciente foi transferido via ambulância para o Hospital de Base, na Asa Sul. No segundo hospital, o profissional habilitado realizou a manobra necessária para reposicionar a articulação.
Causas e funcionamento da luxação
O episódio é classificado como luxação da articulação temporomandibular (ATM), a estrutura responsável por conectar a mandíbula ao osso temporal do crânio. O problema ocorre quando o côndilo, a extremidade da mandíbula, ultrapassa o limite anatômico da articulação e permanece preso fora de sua posição original.
Esse deslocamento pode ser desencadeado por movimentos de abertura máxima da boca, como o bocejo, mas fatores individuais influenciam a ocorrência, como:
- Predisposição anatômica do indivíduo;
- Frouxidão dos ligamentos que estabilizam a articulação.
Sinais de alerta e recuperação
Antes de um travamento completo, algumas pessoas podem experienciar a subluxação, que é a sensação de que a mandíbula irá travar, mas retorna ao lugar espontaneamente. A recorrência desse sintoma é um sinal de alerta para a busca por avaliação com um cirurgião bucomaxilofacial.
Após o reposicionamento da mandíbula, é comum a persistência de dores e dificuldades na mastigação por um período de uma a duas semanas. Esse quadro é resultado de um processo inflamatório na articulação, contração muscular e estiramento dos ligamentos.
No caso de Felipe, o repouso prescrito foi de cinco dias. Mesmo após o retorno às aulas, o adolescente ainda apresenta dor ao consumir alimentos rígidos e relatou a sensação de novo deslocamento.
Recomendações e prevenção
A orientação médica é que a busca por atendimento seja imediata. A demora no procedimento de redução da luxação pode dificultar a manobra, pois a musculatura tende a contrair e os ligamentos ficam mais distendidos.
Durante a fase de recuperação, as recomendações principais são:
- Priorizar o consumo de alimentos macios;
- Evitar a abertura excessiva da boca.
Uma vez que ocorra a primeira luxação, a probabilidade de novos episódios aumenta. Em casos de recorrência frequente, pode ser indicada a realização de cirurgia corretiva para ajustar as alterações anatômicas da articulação e prevenir novos deslocamentos.