Água da chuva em Teerã contém substâncias tóxicas após incêndios petrolíferos
Incêndios devastadores atingiram instalações petrolíferas em Teerã e Alborz entre 7 e 8 de março. A Organização Mundial da Saúde (OMS) se preocupa com a presença de substâncias tóxicas no ar e na água após as chuvas capturarem partículas poluentes do fumo. Moradores relataram desconfortos como irritação nasal e coceira nos olhos, enquanto os especialistas alertam sobre riscos à saúde respiratória ou cardiovascular
:format(jpg)/f.elconfidencial.com%2Foriginal%2F012%2F8ba%2F084%2F0128ba0844e6a36ac01a703946ce0167.jpg)
Na noite de 7 para 8 de março, uma série de incêndios devastadores atingiu instalações petrolíferas em Teerã e Alborz, gerando um alerta entre cientistas e autoridades. Os fachos das chamas iluminaram o céu da capital iraniana por horas, enquanto enormes pilhas de fumaça escureciam a cidade.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) esteve atenta ao cenário, preocupada com a possível presença de substâncias tóxicas no ar e na água. Com o início das chuvas, as gotas começaram a capturar partículas poluentes do fumo e resíduos de combustão, fazendo com que a água caísse escura.
A pesquisadora Anna Hansell da Universidade de Leicester explicou em entrevista à imprensa especializada que o fenômeno ocorre quando chuva atravessa uma atmosfera saturada de partículas poluentes. No processo, as gotas capturam substâncias como fuligem e resíduos de combustão.
Os moradores de Teerã relataram desconfortos após a queda da água escura, incluindo irritação na garganta e coceira nos olhos. Os especialistas atribuem esses sintomas à presença de compostos ácidos formados quando o enxofre e o nitrogênio liberados durante a combustão reagem com a umidade do ar.
No entanto, os cientistas alertam que o maior risco pode estar na inalação de partículas microscópicas presentes no fumo. Essas podem penetrar profundamente nos pulmões e aumentar a probabilidade de desenvolver doenças respiratórias ou cardiovasculares.
As autoridades recomendaram limitar a exposição, permanecer em ambientes fechados sempre que possível e monitorar possíveis alterações na água potável.