Saúde

Água da chuva em Teerã contém substâncias tóxicas após incêndios petrolíferos

12 de Março de 2026 às 12:19

Incêndios devastadores atingiram instalações petrolíferas em Teerã e Alborz entre 7 e 8 de março. A Organização Mundial da Saúde (OMS) se preocupa com a presença de substâncias tóxicas no ar e na água após as chuvas capturarem partículas poluentes do fumo. Moradores relataram desconfortos como irritação nasal e coceira nos olhos, enquanto os especialistas alertam sobre riscos à saúde respiratória ou cardiovascular

Água da chuva em Teerã contém substâncias tóxicas após incêndios petrolíferos
YouTube/Down To Earth

Na noite de 7 para 8 de março, uma série de incêndios devastadores atingiu instalações petrolíferas em Teerã e Alborz, gerando um alerta entre cientistas e autoridades. Os fachos das chamas iluminaram o céu da capital iraniana por horas, enquanto enormes pilhas de fumaça escureciam a cidade.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) esteve atenta ao cenário, preocupada com a possível presença de substâncias tóxicas no ar e na água. Com o início das chuvas, as gotas começaram a capturar partículas poluentes do fumo e resíduos de combustão, fazendo com que a água caísse escura.

A pesquisadora Anna Hansell da Universidade de Leicester explicou em entrevista à imprensa especializada que o fenômeno ocorre quando chuva atravessa uma atmosfera saturada de partículas poluentes. No processo, as gotas capturam substâncias como fuligem e resíduos de combustão.

Os moradores de Teerã relataram desconfortos após a queda da água escura, incluindo irritação na garganta e coceira nos olhos. Os especialistas atribuem esses sintomas à presença de compostos ácidos formados quando o enxofre e o nitrogênio liberados durante a combustão reagem com a umidade do ar.

No entanto, os cientistas alertam que o maior risco pode estar na inalação de partículas microscópicas presentes no fumo. Essas podem penetrar profundamente nos pulmões e aumentar a probabilidade de desenvolver doenças respiratórias ou cardiovasculares.

As autoridades recomendaram limitar a exposição, permanecer em ambientes fechados sempre que possível e monitorar possíveis alterações na água potável.

Com informações de El Confidencial

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