Anvisa alerta contra a promoção de suplementos alimentares como tratamento para a resistência à insulina
A Anvisa alertou nesta sexta-feira (9) contra a promoção de suplementos alimentares, como berberina, magnésio e mio-inositol, como tratamento para a resistência à insulina. A agência esclarece que tais produtos servem para complementar a dieta e não possuem finalidade terapêutica
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A Anvisa emitiu um alerta nesta sexta-feira (9) contra a promoção de suplementos alimentares como formas de tratamento para a resistência à insulina. A agência identificou a circulação de vídeos em redes sociais que sugerem o uso de substâncias sem a devida comprovação científica para essa finalidade, o que pode induzir pacientes a retardarem a busca por diagnósticos e terapias adequadas.
Entre as substâncias frequentemente divulgadas na internet como soluções para a ação da insulina no corpo estão o mio-inositol, o magnésio e a berberina.
Diferença entre suplementos e medicamentos
A agência reguladora enfatiza que suplementos alimentares servem para complementar a dieta e fornecer nutrientes conforme a regulamentação sanitária, não possuindo a função de tratar, prevenir ou curar doenças. Para que qualquer produto seja comercializado com finalidade terapêutica, ele deve cumprir as exigências rigorosas aplicadas aos medicamentos, incluindo a obtenção do registro sanitário.
Embora alguns ingredientes sejam estudados por seus possíveis efeitos no metabolismo, isso não autoriza que o produto seja anunciado como tratamento. A Anvisa esclarece que a suplementação não é proibida para quem possui resistência à insulina, mas deve ser indicada por um profissional de saúde exclusivamente para corrigir deficiências nutricionais, e nunca como substituta de tratamentos médicos.
O funcionamento da resistência à insulina
A condição ocorre quando as células do corpo respondem de forma menos eficiente à insulina, hormônio do pâncreas responsável por permitir que a glicose do sangue entre nas células para gerar energia. Para compensar essa falha, o pâncreas pode elevar a produção do hormônio.
Quando o organismo não consegue mais equilibrar essa resposta, a glicose se acumula na corrente sanguínea, elevando as chances de desenvolvimento de diabetes tipo 2 ou pré-diabetes. Esse quadro está comumente ligado a:
- Fatores genéticos;
- Sedentarismo;
- Excesso de gordura corporal, principalmente na região abdominal;
- Condições específicas, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP).
Orientações para o tratamento
O manejo da resistência à insulina deve ser individualizado, considerando as causas da alteração e a saúde geral do paciente. A abordagem terapêutica geralmente envolve a prática de atividade física, controle de peso, ajustes na alimentação e monitoramento de riscos metabólicos. Em casos de doenças associadas, como o diabetes, o uso de medicamentos pode ser necessário.
A Anvisa recomenda cautela com anúncios, cápsulas ou fórmulas vendidas online que prometem normalizar a insulina apenas com vitaminas. A orientação é que qualquer produto seja utilizado somente após avaliação profissional e verificação de respaldo científico.