Anvisa decide se mantém suspensão de lotes de produtos de limpeza da marca Ypê
A Anvisa decide nesta quarta-feira (13) se mantém a suspensão de lotes de produtos de limpeza da Ypê fabricados em Amparo (SP). A medida decorre de falhas produtivas e detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em 80 lotes de desinfetante, lava-roupas e lava-louças. A unidade fabril segue paralisada para adequações
A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decide, nesta quarta-feira (13), se mantém ou revoga a suspensão da fabricação e comercialização de lotes de produtos de limpeza da marca Ypê. A medida foi tomada após uma inspeção sanitária realizada no final de abril na unidade fabril da empresa em Amparo, no interior de São Paulo. No momento, os efeitos da suspensão estão interrompidos devido a um recurso administrativo apresentado pela fabricante.
A fiscalização, conduzida por técnicos da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e da Vigilância Sanitária de Amparo, apontou falhas graves no processo produtivo. O relatório detalha a existência de corrosão em equipamentos, irregularidades no armazenamento e deficiências nos sistemas de garantia da qualidade.
Entre dezembro de 2025 e abril de 2026, foram identificados resultados fora da especificação microbiológica, com a detecção da bactéria *Pseudomonas aeruginosa* em 80 lotes de produtos acabados. De acordo com a fiscalização, esses itens não haviam sido reprovados pelo controle de qualidade e continuavam armazenados. O risco sanitário concentra-se nos lotes com numeração final 1 de desinfetante, lava-roupas líquido e lava-louças.
A Anvisa alerta que a presença de bactérias em saneantes pode provocar infecções oculares, cutâneas e problemas respiratórios, representando um perigo maior para pessoas imunossuprimidas e idosos. Por esse motivo, orienta que consumidores não utilizem os produtos afetados e que estabelecimentos comerciais retirem esses lotes específicos de venda.
A fabricante Ypê informou que a unidade de produção segue paralisada desde quinta-feira para agilizar as adequações exigidas pelo órgão regulador. Em nota, a companhia negou a contaminação dos produtos e afirmou possuir mecanismos de controle para descartar itens que não atendam aos padrões de qualidade.