Saúde

Anvisa determina recolhimento de mais de 374 mil garrafas de água Crystal por contaminação bacteriana

03 de Junho de 2026 às 12:13

A Anvisa determinou o recolhimento de 374,4 mil garrafas de água mineral Crystal do lote P 200126 devido à presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa. O produto, fabricado pela Mineração Bom Jesus, foi distribuído no Distrito Federal, São Paulo, Goiás e Tocantins

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de 374,4 mil garrafas de 500 ml de água mineral Crystal sem gás, fabricadas pela Mineração Bom Jesus (MBJ), empresa do Sistema Coca-Cola. A decisão, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (3), ocorreu após a detecção da bactéria *Pseudomonas aeruginosa* em amostras do produto, resultado posteriormente confirmado por análise de contraprova.

A medida suspende a comercialização, a distribuição e o uso das unidades pertencentes ao lote P 200126, com validade até 20 de janeiro de 2027. Para a identificação do produto, o consumidor deve verificar a marcação no corpo da garrafa, onde consta a sequência "LZ1 VAL 200127 3 P 200126".

A distribuição do lote afetado concentrou-se em quatro estados. O Distrito Federal recebeu a maior parte do volume, com 230.443 garrafas. Em São Paulo, 75.750 unidades foram enviadas às cidades de Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí. No estado de Goiás, 66.768 garrafas foram distribuídas para os municípios de Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás, Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão. No Tocantins, 1.439 garrafas foram comercializadas em Arraias, Combinado e Novo Alegre.

A Mineração Bom Jesus informou à Anvisa que iniciou a retirada dos produtos junto às distribuidoras e estima que 99,2% das garrafas já tenham sido removidas dos pontos de venda. Até o momento, a fabricante não registrou reclamações de consumidores sobre este lote específico.

A empresa abriu uma investigação interna para apurar as causas da contaminação e mantém colaboração com as autoridades sanitárias. De acordo com a Anvisa, as evidências atuais indicam que o problema está restrito ao lote recolhido, embora as apurações continuem.

Com informações de G1

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