Anvisa planeja autorizar oito novos registros de canetas emagrecedoras até dezembro deste ano
A Anvisa pretende liberar oito novos registros de medicamentos análogos de GLP-1 até dezembro. Seis fármacos dessa categoria já foram aprovados no Brasil em 2026. A agência também firmará acordo com a autoridade sanitária do Paraguai para trocar informações e combater o contrabando
A Anvisa planeja autorizar mais oito registros de medicamentos análogos de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, até dezembro deste ano. O anúncio foi feito pelo presidente da agência, Leandro Safatle, que destacou a otimização dos processos de análise para agilizar a liberação desses fármacos.
Até o momento, seis registros dessa categoria foram aprovados no Brasil em 2026. Entre eles, destaca-se o Ozivy, da EMS, autorizado em maio, e outros cinco medicamentos baseados na semaglutida — substância utilizada no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2 — aprovados na última semana.
Impacto no mercado e combate ao contrabando
A ampliação da oferta de medicamentos registrados visa estimular a concorrência, o que deve resultar na redução dos preços ao consumidor. Para a agência, o custo elevado é um dos principais fatores que impulsionam a busca por produtos irregulares ou contrabandeados.
Nesse cenário, a Anvisa intensificará a fiscalização e firmará um memorando de entendimento com a autoridade sanitária do Paraguai para a troca de informações. A medida responde ao aumento de apreensões de medicamentos emagrecedores pela Polícia Federal em 2026, visto que a maior parte desses itens ilegais ingressa no país pela fronteira terrestre paraguaia. Safatle ressaltou, porém, que nenhuma empresa do Paraguai solicitou registro de canetas emagrecedoras até agora.
Acesso ao SUS e gestão de registros
Apesar da expansão no mercado privado, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) negou a inclusão dessas canetas no sistema público. O Ministério da Saúde justificou a decisão com base no impacto orçamentário, estimado em mais de R$ 8 bilhões.
Além do foco nos análogos de GLP-1, a presidência da Anvisa assumiu o compromisso de eliminar as filas de registros em todas as áreas da agência até o final de 2026.