Saúde

Anvisa proíbe a comercialização de alisante que utilizava dados falsos para simular registro sanitário

23 de Junho de 2026 às 09:19

A Anvisa proibiu a fabricação, comercialização e uso do alisante Bottox Amazon Therapy Natuvegan. O produto, vendido pela empresa Progressiva Orgânica, não possuía registro sanitário e utilizava dados de terceiros na rotulagem

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso do alisante "Bottox Amazon Therapy Natuvegan". O cosmético, comercializado via internet pela empresa Progressiva Orgânica, operava sem o devido registro sanitário.

A irregularidade foi detectada por meio de uma fraude na rotulagem do produto, que utilizava os dados cadastrais da empresa Maria das Graças Oliveira da Silva ME para simular legalidade. Ao ser questionada pela agência, a referida empresa declarou desconhecer a fabricação do cosmético.

No mercado brasileiro, a notificação ou o registro de cosméticos na Anvisa é obrigatório antes da venda. Essa medida assegura que a formulação do produto seja avaliada e que o fabricante possa ser identificado caso ocorram problemas. No caso do "Bottox Amazon Therapy Natuvegan", a utilização de dados de terceiros impediu que o consumidor identificasse a ausência de controles sanitários apenas pela embalagem.

Embora seja apresentado como uma versão natural, o produto se enquadra na categoria de alisantes, conhecidos informalmente como botox capilar. Para evitar a aquisição de itens irregulares, a Anvisa disponibiliza em seu portal oficial um sistema de consulta para a verificação da validade do registro de produtos.

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