Saúde

Atriz Rita Guedes relata complicações oculares e procedimentos não autorizados após realizar blefaroplastia

25 de Setembro de 2026 às 15:01 3 min de leitura

A atriz Rita Guedes foi internada por cinco dias com ceratite e edema na conjuntiva após complicações em uma blefaroplastia. A artista relatou a aplicação não autorizada de ácido hialurônico e a realização de uma cantopexia sem aviso prévio. Atualmente, a atriz realiza fisioterapia para recuperação do quadro

-0:00
Atriz Rita Guedes relata complicações oculares e procedimentos não autorizados após realizar blefaroplastia
redes sociais

A atriz Rita Guedes enfrentou graves complicações após realizar uma blefaroplastia, cirurgia plástica nas pálpebras. O procedimento, que deveria durar cerca de duas horas, estendeu-se por seis. No período pós-operatório, a artista apresentou inchaço intenso, vermelhidão, dor profunda nos olhos, além de visão turva e duplicada.

O quadro clínico resultou em uma internação hospitalar de cinco dias, durante a qual exames diagnosticaram ceratite (inflamação da córnea) e edema grave na conjuntiva. Rita relatou que houve risco de perda parcial da visão ou desenvolvimento de estrabismo, sendo necessário o uso de doses elevadas de corticoide para conter a inflamação.

Complicações oculares e riscos da blefaroplastia

A ceratite associada a esse tipo de cirurgia pode ser desencadeada por traumas durante o procedimento ou pela remoção excessiva de pele. Quando a retirada de tecido é exagerada, o paciente pode ter dificuldade em fechar completamente as pálpebras ao piscar, deixando a córnea exposta e vulnerável.

Outra alteração relatada pela atriz foi a ptose, que consiste na queda da pálpebra. Essa condição pode ser transitória, causada pelo próprio edema, ou decorrente de comprometimentos em estruturas nervosas ou musculares, inclusive por efeitos do anestésico local. Em casos graves, a exposição da córnea pode evoluir para úlceras, com risco de infecção e perda do globo ocular.

Para evitar tais intercorrências, profissionais utilizam instrumentos de precisão, como réguas e compassos, já que a diferença de milímetros na remoção da pele é determinante para a funcionalidade ocular.

Procedimentos não autorizados e conduta médica

Rita Guedes afirmou que, enquanto estava desacordada, o médico aplicou ácido hialurônico em diversas áreas do rosto e no lóbulo da orelha sem sua autorização. A atriz precisou retornar à clínica posteriormente para remover o produto dos lábios e do rosto, relatando que o inchaço aumentou após a retirada.

Embora a associação de preenchedores à blefaroplastia seja possível, a prática exige a ciência e autorização prévia do paciente, além da avaliação de possíveis alergias ou contraindicações.

A atriz também relatou ter sido submetida a uma cantopexia — reforço da pálpebra inferior para evitar que o olho fique arredondado — sem ter sido informada previamente. Embora a cantopexia possa ser parte integrante da blefaroplastia inferior, a comunicação dos riscos pós-operatórios é indispensável.

Recuperação e recomendações profissionais

Atualmente, Rita Guedes realiza fisioterapia e apresenta melhora no quadro, esperando abandonar o uso de óculos escuros, que utiliza há alguns meses. A atriz destacou a importância de pesquisar o histórico do profissional, compreender todos os riscos envolvidos e a relevância do termo de consentimento.

Sobre a execução do procedimento, a especialidade de oculoplastia (oftalmologista especializado em plástica palpebral) é apontada como a mais capacitada, devido ao conhecimento profundo da anatomia ocular.

Embora a maioria das blefaroplastias apresente pós-operatório tolerável, com edemas controláveis por compressas frias, a identificação rápida de intercorrências e o acompanhamento rigoroso do médico são fundamentais para evitar sequelas permanentes.

Notícias Relacionadas