Saúde

Cantor Netinho é internado em Salvador após retorno de linfoma não Hodgkin

01 de Outubro de 2026 às 12:09 3 min de leitura

O cantor Netinho, de 59 anos, foi internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, por causa da recidiva de um linfoma não Hodgkin. A assessoria do artista confirmou a hospitalização nesta quarta-feira (30) e informou o afastamento do músico das redes sociais para tratamento

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Cantor Netinho é internado em Salvador após retorno de linfoma não Hodgkin
redes sociais / Nephron/Wikimedia Commons/CC BY-SA

O cantor Netinho, de 59 anos, foi internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, devido ao retorno de um linfoma não Hodgkin. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do artista nesta quarta-feira (30), via Instagram, detalhando que o músico se afastará das redes sociais para focar no tratamento e na recuperação.

O histórico do paciente com a doença iniciou-se em março de 2025, quando começou o tratamento e compartilhou sua evolução publicamente. Embora tenha alcançado a remissão naquele ano, o câncer reapareceu em maio de 2026, com a indicação de que a progressão estava mais agressiva. Apesar de ter recebido alta médica em junho daquele ano, o quadro atual exigiu a nova hospitalização.

O que é o linfoma não Hodgkin

O linfoma não Hodgkin (LNH) compreende um grupo heterogêneo de mais de 20 tipos de câncer que se originam nas células do sistema linfático, parte fundamental do sistema imunológico. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença caracteriza-se pela multiplicação desordenada dessas células.

Como o tecido linfático está distribuído por todo o corpo, o câncer pode surgir em diversas regiões e atingir pessoas de todas as idades, embora a incidência seja maior em idosos. Diferente de outras variantes, os tipos de LNH podem apresentar evoluções distintas — algumas mais lentas e outras mais agressivas — e possuem maior frequência de atingir órgãos fora do sistema linfático.

Sintomas e diagnóstico

A manifestação mais comum do câncer do sistema linfático é o aumento dos gânglios linfáticos, que se manifestam como caroços no pescoço, axilas e virilha. Outros sinais clínicos incluem:

  • Febre e suor noturno;
  • Tosse e coceira na pele;
  • Perda de peso;
  • Cansaço, fraqueza e indisposição geral.

A confirmação do diagnóstico e a diferenciação entre os tipos de linfoma são realizadas por meio de biópsia. Esse exame é crucial para distinguir o linfoma não Hodgkin do linfoma de Hodgkin. No caso do tipo Hodgkin, a biópsia identifica a presença de células de Reed-Sternberg (linfócitos alterados), que funcionam como uma assinatura da doença. Enquanto o linfoma de Hodgkin costuma se disseminar de forma mais previsível entre os linfonodos, o não Hodgkin é mais variado em seu comportamento e evolução.

Opções de tratamento e cura

A escolha da terapia depende do subtipo de linfoma identificado. As opções terapêuticas abrangem a quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e o transplante de medula óssea. Em casos específicos, são indicadas terapias-alvo ou a CAR T-cell, técnica que utiliza as células T do próprio paciente para atacar as células cancerígenas.

Segundo a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), as taxas médias de cura para o linfoma não Hodgkin situam-se entre 60% e 70%.

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