Cantora Lola Young relata dificuldade para respirar devido ao uso de cigarros eletrônicos
A cantora Lola Young relatou dificuldade respiratória decorrente do uso prolongado de cigarros eletrônicos. No Brasil, a Anvisa proíbe a fabricação, venda, importação, divulgação e distribuição desses dispositivos desde 2009
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A cantora britânica Lola Young, de 25 anos, relatou publicamente as consequências do uso prolongado de cigarros eletrônicos, destacando a dificuldade para respirar. Em vídeo publicado no TikTok no dia 30, a artista afirmou que ignorou alertas anteriores sobre os efeitos do vaping que surgiriam por volta dos 25 ou 26 anos, momento que acredita ter chegado. Young descreveu a sensação pulmonar como se fosse "movida a bateria", comparando o esforço para respirar a um trabalho árduo.
A artista, que se apresentou no Rock in Rio em setembro e cancelou sua participação no Lollapalooza Brasil 2026 para fazer uma pausa na carreira, já enfrentou outros problemas de saúde. A cantora desmaiou no palco do festival All Things Go, em Nova York, em 2025, e já relatou diagnósticos de TDAH e transtorno esquizoafetivo na adolescência, além de dependência de cocaína.
Riscos à saúde e composição dos dispositivos
Os aparelhos utilizados por Young integram o grupo dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF), que incluem vaporizadores de ervas secas, cigarros de tabaco aquecido e produtos híbridos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esses dispositivos utilizam uma bateria para aquecer um líquido — que pode conter diferentes concentrações de nicotina — gerando um aerossol inalado, popularmente chamado de "vapor".
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Inca alertam que nenhum desses dispositivos é seguro. O uso está associado a:
- Doenças respiratórias: Bronquite, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e a evali (lesão pulmonar associada ao uso desses produtos), além do "pulmão de pipoca".
- Problemas cardiovasculares: Riscos ao coração e sistema circulatório.
- Exposição tóxica: Inalação de metais pesados, acroleína, diacetil e formaldeído.
- Dependência e acidentes: A nicotina, especialmente em sais, causa dependência química. Há também riscos de convulsões, envenenamento, traumas e queimaduras por explosões.
A Anvisa ressalta que novas evidências sobre os efeitos desses produtos continuam surgindo, indicando que nem todos os riscos são conhecidos até o momento.
Legislação e impactos ambientais no Brasil
No Brasil, a fabricação, venda, importação, divulgação e distribuição de dispositivos eletrônicos para fumar são proibidas desde 2009. A restrição foi ratificada pela Resolução RDC nº 855/2024 da Anvisa, que também veda o uso desses aparelhos em recintos coletivos fechados.
Além dos danos individuais, o Inca aponta prejuízos ambientais causados pelos DEFs, como a geração de resíduos tóxicos, o risco de incêndios e a liberação de material particulado com substâncias potencialmente cancerígenas no ar de ambientes internos.