Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave caem 28% na Região Metropolitana de São Paulo em 2026
A Região Metropolitana de São Paulo registrou 11.406 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026, queda de 28% em relação ao ano anterior, e redução de 68% nas mortes. Apesar do recuo geral, 13 municípios apresentaram alta nas ocorrências, com destaque para a porção oeste e cidades como Francisco Morato e Franco da Rocha
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A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) registrou uma queda de 28% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, totalizando 11.406 ocorrências, comparado aos 15.762 registros do ano anterior. O índice de letalidade apresentou um recuo ainda mais expressivo, com a redução de 1.625 para 520 óbitos, o que representa uma baixa de 68%.
Apesar da tendência geral de melhora, a Secretaria de Estado da Saúde identificou que um terço dos municípios da região — 13 das 39 cidades — enfrentou um crescimento no número de casos.
Distribuição geográfica dos casos
O aumento das ocorrências concentra-se predominantemente na porção oeste da região metropolitana, onde estão localizadas 10 das 13 cidades com alta nos registros. Os índices de crescimento nessa área são:
- Carapicuíba: +56%
- Barueri: +41%
- Vargem Grande Paulista: +38%
- Santana de Parnaíba: +33%
- Juquitiba: +33%
- Embu das Artes: +32%
- Itapevi: +27%
- Jandira: +23%
- Cotia: +17%
- Taboão da Serra: +3%
Fora do eixo oeste, os maiores saltos proporcionais ocorreram na região norte, com Francisco Morato (+79%) e Franco da Rocha (+74%), enquanto a cidade de Poá, no leste, registrou alta de 5%.
Fatores de risco e vigilância
A SRAG compreende quadros respiratórios graves que demandam internação, sendo provocados principalmente por agentes como o vírus sincicial respiratório (VSR), a Covid-19 e a influenza.
Tatiana Lang D'Agostini, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, explica que a subida localizada dos casos não possui uma causa única. O cenário é influenciado pela densidade populacional, a circulação de vírus específicos, as baixas temperaturas do inverno — que favorecem a proximidade física em locais fechados — e a cobertura vacinal. A diretora ressalta ainda que a capacidade de notificação e identificação de cada região impacta os dados epidemiológicos.
Estratégias de prevenção e vacinação
A vacinação é apontada pela Secretaria Estadual da Saúde como a medida central para prevenir óbitos e formas graves da síndrome. No entanto, a cobertura vacinal contra a influenza nos municípios do oeste da RMSP apresenta uma média de 43%, com cidades como Juquitiba e Jandira atingindo apenas um terço da população imunizada.
As opções de imunização disponíveis são:
- Influenza e Covid-19: Disponíveis nas unidades básicas de saúde.
- Vírus Sincicial Respiratório (VSR): Destinada a gestantes a partir da 28ª semana de gravidez.
- Bebês prematuros: Imunização passiva via anticorpos específicos oferecidos pelo SUS.
A recomendação para quem apresentar sintomas respiratórios é a busca imediata por uma unidade de saúde para avaliação médica e eventual encaminhamento a hospitais de maior complexidade.