Saúde

Casos de síndrome respiratória por influenza crescem 70% no Brasil em comparação ao ano anterior

30 de Maio de 2026 às 08:15

O Brasil registrou mais de 8 mil casos de SRAG por influenza até 16 de maio, alta de 70% em relação ao mesmo período de 2025. O vírus causou 57% dos 1.210 óbitos por SRAG, enquanto o oseltamivir é indicado para reduzir hospitalizações e mortes. Até agora, 26,4 milhões de doses de vacina foram aplicadas

Casos de síndrome respiratória por influenza crescem 70% no Brasil em comparação ao ano anterior
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O Brasil registrou mais de 8 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza até 16 de maio, volume que representa um aumento de aproximadamente 70% em comparação ao mesmo intervalo de 2025. O cenário epidemiológico coloca quase todas as unidades da federação em níveis de alerta, risco ou alto risco, com exceção de Rondônia. Em 20 estados, observa-se ainda uma tendência de crescimento a longo prazo, enquanto as internações por Influenza A permanecem em ascensão na região Sul e nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Roraima e Tocantins.

No total de 31.775 hospitalizações por SRAG com vírus identificados, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) foi responsável por 43% das ocorrências, seguido pela influenza com 23% e pelo rinovírus com 21%. A influenza, no entanto, apresenta a maior letalidade entre os vírus respiratórios, respondendo por 57% dos 1.210 óbitos registrados.

Diante desse avanço, a administração precoce do antiviral oseltamivir, comercializado como Tamiflu, torna-se fundamental. O medicamento é indicado para pacientes com diagnóstico de influenza e apresenta máxima eficácia quando iniciado nas primeiras 48 horas após os sintomas. O uso do fármaco reduz a duração da doença, evita complicações e diminui as hospitalizações em 52%. Além disso, o Ministério da Saúde aponta que o antiviral pode reduzir o risco de morte em até 38%.

Dados da Fiocruz indicam que o oseltamivir diminui a duração dos sintomas em cerca de um dia e reduz as complicações leves em adultos entre 40% e 50%. Em grupos de alto risco, a queda de complicações é de 28%, enquanto a mortalidade entre idosos recua 18%. O protocolo do Ministério da Saúde prioriza a aplicação do medicamento em gestantes, idosos, imunossuprimidos e portadores de doenças crônicas, embora a indicação formal abranja qualquer pessoa diagnosticada com a doença. A recomendação da pasta inclui o uso do antiviral para casos de SRAG e pessoas com risco de agravamento, mesmo que não haja confirmação laboratorial.

A eficácia do tratamento diminui se houver início tardio, especialmente após o surgimento de pneumonia. Sobre o diagnóstico, a realização de testes em serviços de emergência enfrenta barreiras como restrições orçamentárias e dificuldades de reembolso por convênios. Como a conduta médica para pacientes de risco não depende obrigatoriamente do resultado do exame, os testes são concentrados em pacientes já hospitalizados e em ações de vigilância epidemiológica. Para apoiar a rede, o governo federal distribuiu mais de 615 mil testes RT-PCR aos estados este ano, com possibilidade de novas remessas.

A vacinação permanece como a estratégia central para prevenir mortes, internações e quadros graves. Até o momento, 26,4 milhões de doses foram aplicadas, com foco em grupos vulneráveis, como profissionais da saúde, gestantes, idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas.

Com informações de G1

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