Ensaios clínicos oferecem alternativa terapêutica para pacientes com doenças graves e câncer em estágio avançado
Plataformas como a LifeTime e o Instituto Vencer o Câncer conectam pacientes a ensaios clínicos. Hanna Gomes, de 34 anos, utilizou um protocolo experimental de quimioterapia para tratar um câncer de colo de útero avançado. O tratamento, viabilizado pelo Centro Integrado de Pesquisa da Amazônia, resultou na regressão da doença
A participação em ensaios clínicos surge como uma alternativa terapêutica para pacientes com doenças graves, permitindo o acesso a tratamentos que ainda estão em fase de pesquisa. Atualmente, a conexão entre quem busca novas opções de cura e os centros de pesquisa é facilitada por plataformas online, como a empresa LifeTime e a ONG Instituto Vencer o Câncer, esta última com foco exclusivo em oncologia.
O caso de Hanna Gomes
A eficácia dessas pesquisas é exemplificada pela trajetória de Hanna Gomes, de 34 anos. Mãe de seis filhos, ela enfrentou um diagnóstico de câncer de colo de útero em estágio avançado em 2023. A descoberta ocorreu após um quadro de hemorragia, que sucedeu dois anos de sangramentos negligenciados, inicialmente tratados durante o acompanhamento de uma endometriose. O episódio crítico resultou em duas paradas cardíacas e na internação hospitalar.
Tratamento e suporte especializado
Hanna integrou um ensaio clínico voltado a avaliar se o aumento no número de sessões de quimioterapia traria benefícios a pacientes que mantinham a presença do vírus causador da neoplasia. Durante o processo, a paciente contou com o suporte do Centro Integrado de Pesquisa da Amazônia, que viabilizou a realização de exames e ofereceu acompanhamento psicológico humanizado.
O resultado do protocolo experimental foi classificado pelo médico responsável como excepcionalmente eficaz, apresentando uma regressão surreal da doença. Além da recuperação clínica, a paciente superou a instabilidade familiar após o abandono do ex-marido, mantendo o suporte dos filhos.