Estudo de Stanford aponta polarização crescente nos hábitos de saúde da população dos Estados Unidos
Relatório do projeto Sightlines da Universidade Stanford indica polarização nos hábitos de saúde dos Estados Unidos. Entre adultos acima de 65 anos, o grupo com escolhas saudáveis subiu para 36,6%, enquanto o de alto risco atingiu 24,8%
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A população dos Estados Unidos apresenta uma polarização crescente em relação aos hábitos de saúde, revelando dois grupos com comportamentos opostos. De acordo com o relatório do projeto Sightlines, desenvolvido pelo Centro de Longevidade da Universidade Stanford, enquanto uma parcela da sociedade adota estilos de vida mais saudáveis, outra acumula múltiplos hábitos prejudiciais.
Embora a média geral de comportamentos não tenha sofrido alterações significativas desde que o levantamento foi iniciado, em 2007, a estabilidade dos dados mascara a disparidade entre esses dois perfis.
Impacto na terceira idade
A maior divergência ocorre entre os adultos acima dos 65 anos, grupo que lidera a polarização dos índices. Houve um crescimento no número de idosos que priorizam escolhas saudáveis e evitam práticas nocivas, saltando de 29,7% para 36,6%.
Simultaneamente, registrou-se um aumento expressivo na fatia de idosos situados no quadrante de alto risco, caracterizado pela adoção de diversos costumes prejudiciais à saúde. Esse grupo passou de 15,9% para 24,8%.
Desafios para a longevidade ativa
O cenário observado nos Estados Unidos reflete a necessidade de estratégias para garantir a longevidade ativa, especialmente para populações de baixa renda. Para mitigar a desigualdade no acesso à saúde, são fundamentais a implementação de políticas públicas que assegurem:
- Criação de áreas seguras para a prática de atividade física;
- Combate aos desertos de alimentos, promovendo a oferta de produtos saudáveis em locais dominados por ultraprocessados;
- Ampliação da cobertura vacinal, incluindo a imunização contra a herpes zóster;
- Desenvolvimento de espaços de convivência e intergeracionalidade.