Saúde

Estudo de Stanford aponta polarização crescente nos hábitos de saúde da população dos Estados Unidos

29 de Setembro de 2026 às 06:01 2 min de leitura

Relatório do projeto Sightlines da Universidade Stanford indica polarização nos hábitos de saúde dos Estados Unidos. Entre adultos acima de 65 anos, o grupo com escolhas saudáveis subiu para 36,6%, enquanto o de alto risco atingiu 24,8%

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Estudo de Stanford aponta polarização crescente nos hábitos de saúde da população dos Estados Unidos
islandworks para Pixabay

A população dos Estados Unidos apresenta uma polarização crescente em relação aos hábitos de saúde, revelando dois grupos com comportamentos opostos. De acordo com o relatório do projeto Sightlines, desenvolvido pelo Centro de Longevidade da Universidade Stanford, enquanto uma parcela da sociedade adota estilos de vida mais saudáveis, outra acumula múltiplos hábitos prejudiciais.

Embora a média geral de comportamentos não tenha sofrido alterações significativas desde que o levantamento foi iniciado, em 2007, a estabilidade dos dados mascara a disparidade entre esses dois perfis.

Impacto na terceira idade

A maior divergência ocorre entre os adultos acima dos 65 anos, grupo que lidera a polarização dos índices. Houve um crescimento no número de idosos que priorizam escolhas saudáveis e evitam práticas nocivas, saltando de 29,7% para 36,6%.

Simultaneamente, registrou-se um aumento expressivo na fatia de idosos situados no quadrante de alto risco, caracterizado pela adoção de diversos costumes prejudiciais à saúde. Esse grupo passou de 15,9% para 24,8%.

Desafios para a longevidade ativa

O cenário observado nos Estados Unidos reflete a necessidade de estratégias para garantir a longevidade ativa, especialmente para populações de baixa renda. Para mitigar a desigualdade no acesso à saúde, são fundamentais a implementação de políticas públicas que assegurem:

  • Criação de áreas seguras para a prática de atividade física;
  • Combate aos desertos de alimentos, promovendo a oferta de produtos saudáveis em locais dominados por ultraprocessados;
  • Ampliação da cobertura vacinal, incluindo a imunização contra a herpes zóster;
  • Desenvolvimento de espaços de convivência e intergeracionalidade.

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