Fatores genéticos e hábitos de vida influenciam o risco de desenvolver osteoporose e fraturas
A osteoporose é a perda de massa óssea causada por fatores genéticos, hormonais e hábitos de vida, aumentando o risco de fraturas. A prevenção envolve a ingestão de cálcio, vitamina D e a prática de exercícios de resistência. O Ministério da Saúde recomenda a densitometria óssea para mulheres a partir dos 45 anos
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A osteoporose é caracterizada pela perda progressiva da massa óssea, processo que fragiliza a estrutura do esqueleto e eleva a probabilidade de fraturas, especialmente em casos de quedas. A condição resulta de uma combinação de fatores genéticos, hormonais e hábitos de vida.
Fatores de risco e predisposição
A vulnerabilidade à doença varia conforme a composição biológica e o histórico do indivíduo. O International Osteoporosis Foundation (IOF) e o Ministério da Saúde apontam que antecedentes familiares, como pais que sofreram fratura de quadril ou parentes com a coluna curvada, são indicadores importantes de risco.
Além da genética, a composição corporal influencia a saúde óssea. Pessoas com baixo peso corporal (IMC inferior a 19 kg/m²) apresentam maior risco, especialmente mulheres, pois a baixa massa corpórea pode reduzir a produção de estrogênio, hormônio essencial para a proteção dos ossos.
O impacto hormonal na massa óssea
As alterações hormonais são determinantes na progressão da doença. Nas mulheres, a redução do estrogênio durante a menopausa acelera a perda óssea. O risco é intensificado em casos de:
- Menopausa precoce (antes dos 45 anos);
- Retirada dos ovários antes dos 45 anos sem terapia de reposição hormonal;
- Interrupção da menstruação por 12 meses ou mais (quando não relacionada a gravidez, menopausa ou cirurgia uterina).
Nos homens, a testosterona exerce função protetora semelhante. Sinais de baixa produção desse hormônio, como a impotência e a diminuição da libido, podem indicar a necessidade de investigação médica.
Condições médicas e tratamentos associados
Algumas patologias e intervenções terapêuticas comprometem a densidade mineral dos ossos:
- Doenças crônicas: Diabetes (tipos 1 e 2), artrite reumatoide, hipertireoidismo e hiperparatireoidismo.
- Distúrbios digestivos: Doença celíaca, colite ulcerativa e doença de Crohn, que prejudicam a absorção de nutrientes como o cálcio. No caso da doença celíaca, a dieta rigorosa sem glúten pode mitigar esses danos.
- Medicamentos: O uso de glicocorticoides (corticoides) por mais de três meses consecutivos, comuns no tratamento de asma e inflamações, provoca perda óssea acelerada, principalmente nos primeiros seis meses.
- Tratamentos oncológicos: Terapias contra câncer de próstata e mama que reduzem a ação hormonal, além de quimioterapia e radioterapia.
Estratégias de prevenção e hábitos saudáveis
A preservação da massa óssea depende de intervenções no estilo de vida. A ingestão de cálcio é fundamental, sendo recomendados alimentos como leite, queijos, iogurtes e vegetais de folhas escuras (couve, brócolis e espinafre). Como referência, o Ministério da Saúde sugere o consumo diário de uma fatia de queijo branco e dois copos de leite desnatado.
A absorção desse mineral depende da vitamina D, produzida pela pele sob exposição solar moderada (raios UVB). O IOF recomenda a suplementação quando os níveis sanguíneos estiverem baixos.
No campo da atividade física, a recomendação é de sessões de 30 a 40 minutos, três a quatro vezes por semana. Exercícios de musculação, corrida e caminhada são indicados por envolverem resistência muscular e sustentação de peso, o que fortalece o esqueleto e melhora o equilíbrio.
Segurança doméstica e redução de quedas
Como as quedas são a principal causa de fraturas em pacientes com osteoporose, a adaptação do ambiente residencial é crucial. Indivíduos que caíram mais de uma vez no último ano devem redobrar a atenção.
As orientações para tornar a casa mais segura incluem:
- Iluminação: Ambientes claros para facilitar a circulação.
- Pisos: Uso de materiais antiderrapantes em áreas úmidas e substituição de tapetes soltos por modelos de borracha.
- Mobiliário: Camas com altura que permita apoiar os pés no chão ao sentar e mesas de cabeceira com bordas arredondadas e fixas.
- Escadas: Instalação de fitas antiderrapantes e corrimãos com cerca de 80 centímetros de altura.
O Ministério da Saúde orienta que mulheres na menopausa busquem avaliação médica e que a densitometria óssea seja realizada a partir dos 45 anos. O diagnóstico e a prescrição de tratamentos devem ser feitos exclusivamente por profissionais habilitados.