Saúde

Fiocruz concede título de doutor honoris causa ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde

27 de Julho de 2026 às 12:31

A Fiocruz concedeu o título de doutor honoris causa ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta segunda-feira (27). A cerimônia ocorreu no Rio de Janeiro durante o evento “Saúde Global em um Mundo em Transformação

Fiocruz concede título de doutor honoris causa ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde
FABRICE COFFRINI / AFP

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, recebeu nesta segunda-feira (27) o título de doutor honoris causa concedido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A honraria foi entregue no auditório de Bio-Manguinhos, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, durante o evento “Saúde Global em um Mundo em Transformação”, que debateu a governança e a diplomacia da saúde pública.

A cerimônia contou com a presença do presidente da Fiocruz, Mario Moreira, da ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade, e de Carlos Morel, coordenador-geral do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz).

Cooperação e Equidade na Saúde Global

Em seu discurso, Adhanom defendeu que a saúde deve ser tratada como um direito humano fundamental, e não como um privilégio. O diretor-geral enfatizou que a pandemia de Covid-19 evidenciou a interconexão global, alertando que emergências sanitárias não podem ser enfrentadas isoladamente por cada país, pois a segurança de uma nação depende da redução da vulnerabilidade das demais.

O gestor da OMS destacou a atuação da Fiocruz ao integrar a excelência científica com a justiça social e o serviço público. Para Adhanom, a instituição exemplifica a necessidade de que a cooperação científica e o acesso equitativo caminhem juntos, ressaltando a relevância das contribuições brasileiras para a saúde global.

Reconhecimento da Gestão e do SUS

Durante a solenidade, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, prestou uma homenagem via vídeo, ressaltando que a gestão de Adhanom na OMS tem sido marcada pela defesa da saúde pública universal e do acesso justo às vacinas, especialmente em países de baixa renda, combatendo o negacionismo.

Padilha pontuou que o diretor-geral utiliza frequentemente o Sistema Único de Saúde (SUS) e a Fiocruz como referências mundiais, comprovando que políticas públicas financiadas pelo Estado podem ser inclusivas, eficientes e sustentáveis. Além disso, o ministro mencionou a modernização da OMS sob a liderança de Tedros, destacando que a busca por equidade resultou na ocupação de aproximadamente 60% dos cargos de alta direção da agência por mulheres.

Trajetória de Tedros Adhanom Ghebreyesus

Natural de Asmara, na Eritreia, Tedros Adhanom Ghebreyesus, de 61 anos, é o primeiro africano a liderar a OMS, agência de saúde das Nações Unidas. Biólogo, possui mestrado em Imunologia e Doenças Infecciosas e doutorado em Saúde Comunitária por instituições do Reino Unido, com pesquisa focada na malária.

Antes de assumir a direção da OMS em 2017, onde atualmente cumpre seu segundo mandato, Tedros atuou como ministro da Saúde e ministro das Relações Exteriores da Etiópia. Sua trajetória profissional é marcada pelo combate ao HIV, ebola e malária, além da coordenação da resposta global à pandemia de Covid-19.

Com informações de G1

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