Gordura visceral aumenta risco cardiovascular mesmo em pacientes com pressão e colesterol controlados
O acúmulo de gordura visceral aumenta riscos de diabetes, colesterol alto, AVC e infarto, mesmo em pacientes com indicadores controlados. A identificação ocorre via exames médicos e medição da circunferência abdominal, com limites de 80 cm para mulheres e 94 cm para homens. A prevenção baseia-se em dieta equilibrada e atividades físicas regulares
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O acúmulo de gordura visceral, depositada entre os órgãos internos, representa um risco elevado à saúde por atuar como um tecido inflamatório. Essa condição potencializa a probabilidade de desenvolvimento de diabetes tipo 2, colesterol alto, esteatose hepática, além de aumentar as chances de acidente vascular cerebral (AVC) e infarto. Um estudo da Universidade McMaster, no Canadá, demonstrou que esse tipo de gordura permanece como um fator de risco cardiovascular relevante, mesmo em pacientes que mantêm a pressão arterial, o diabetes e o colesterol sob controle.
A identificação desse problema é complexa, pois a gordura visceral não é facilmente percebida e pode afetar indivíduos com peso considerado normal, especialmente devido a fatores genéticos e hábitos de vida. Um indicativo inicial é a medição da circunferência abdominal, sendo recomendados limites de até 80 centímetros para mulheres e 94 centímetros para homens. Valores superiores a esses parâmetros sugerem a possibilidade de acúmulo interno, embora a medida isolada não seja suficiente para a confirmação do diagnóstico.
Para a precisão da avaliação, a análise médica integra a medição da cintura a exames de imagem, testes laboratoriais e ao histórico familiar do paciente. A prevenção do quadro baseia-se na manutenção de uma alimentação equilibrada e na prática regular de atividades físicas, com o objetivo de evitar a expansão da circunferência abdominal ao longo da vida.