Saúde

Hematoma subdural causou a morte do ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón

14 de Agosto de 2026 às 09:01

O ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón morreu na última quinta-feira (13) devido a um hematoma subdural. O atleta estava em estado vegetativo há 11 anos após sofrer golpes na nuca durante uma luta em 2015

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Hematoma subdural causou a morte do ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón
Reprodução/Redes Sociais

A morte do ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón, confirmada na última quinta-feira (13), foi consequência de um hematoma subdural. O atleta permaneceu em estado vegetativo por 11 anos após sofrer diversos golpes na nuca durante uma luta em 2015. Na ocasião, as pancadas resultaram em um coma que durou cerca de sete meses e, embora tenha sido submetido a uma cirurgia para reduzir a pressão intracraniana, os danos neurológicos foram irreversíveis.

O hematoma subdural caracteriza-se pelo acúmulo de sangue entre a superfície do cérebro e a dura-máter, membrana responsável pela proteção do órgão. A gravidade do quadro é determinada pela velocidade de formação do sangramento, a quantidade de sangue acumulada e a pressão exercida sobre o tecido cerebral, podendo levar ao óbito.

Causas e fatores de risco

A maioria dos casos está vinculada a traumatismos cranianos. De acordo com a Cleveland Clinic e a Sociedade Brasileira de AVC, as situações mais frequentes incluem:

  • Quedas com impacto na cabeça;
  • Acidentes de trânsito ou com bicicletas;
  • Impactos durante a prática de esportes;
  • Agressões ou abusos físicos.

Sinais e sintomas

As manifestações clínicas variam conforme a evolução do sangramento. Os sintomas mais recorrentes são dor de cabeça persistente, náuseas, vômitos, tontura, alterações na visão e na fala, além de fraqueza em um dos lados do corpo e dificuldade de equilíbrio.

Em quadros crônicos, a evolução pode ser gradual, apresentando apatia, sonolência, confusão mental, desorientação, perda de memória e mudanças de personalidade. Já em situações graves, podem ocorrer convulsões, coma, paralisia e insuficiência respiratória. Vale ressaltar que hematomas crônicos pequenos podem ser assintomáticos ou manifestar sinais semanas após o trauma, devido ao acúmulo lento de sangue.

Classificação dos hematomas

A classificação do sangramento baseia-se na rapidez com que ele se desenvolve e no surgimento dos sintomas:

  • Agudo: É a forma mais grave, geralmente ligada a traumas severos, como quedas de grandes alturas ou acidentes automobilísticos. Os sintomas surgem em minutos ou horas, configurando uma emergência médica devido ao rápido aumento da pressão cerebral.
  • Subagudo: Os sintomas manifestam-se entre horas, dias ou semanas após o trauma, podendo ser resultado de pancadas menos intensas, como as ocorridas em concussões.
  • Crônico: O sangramento é lento e os sintomas podem demorar meses para aparecer. É mais prevalente em pessoas acima de 65 anos e pode ser desencadeado por impactos leves, dos quais o paciente pode nem se recordar.

Opções de tratamento

A conduta médica é definida pela gravidade do caso. Hematomas pequenos e com poucos sintomas podem ser tratados com repouso, medicamentos e monitoramento por exames de imagem.

Para casos graves, a intervenção cirúrgica é necessária. No tipo agudo, utiliza-se a craniotomia, onde parte do crânio é removida temporariamente para a retirada do sangue. Já nos casos crônicos, a trepanação — a criação de pequenos orifícios para drenagem do sangue — é uma técnica clássica e eficaz se feita a tempo. Outra alternativa para hematomas crônicos sintomáticos é a embolização da artéria meníngea média via cateterismo, visando diminuir a chance de novos sangramentos.

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