Saúde

Insônia atinge quase um terço dos adultos que vivem nas capitais brasileiras

19 de Outubro de 2026 às 12:01 2 min de leitura

Cerca de um terço dos adultos em capitais brasileiras sofre de insônia, transtorno que eleva riscos de AVC, doenças cardiovasculares e demência. O tratamento prioritário envolve a higiene do sono e a terapia cognitivo-comportamental, com suporte disponível via SUS

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A insônia atinge quase um terço dos adultos residentes nas capitais brasileiras, manifestando-se pela dificuldade em iniciar ou manter o sono. O transtorno é identificado quando sintomas como fadiga, cansaço e prejuízos nas atividades cotidianas ocorrem ao menos três vezes por semana, durante um período de três meses.

Riscos à saúde e impacto cerebral

A privação do sono compromete a saúde sistêmica, elevando a probabilidade de ocorrência de AVC, doenças cardiovasculares e demência. No cérebro, o sono profundo é essencial para a ativação de um sistema de remoção de toxinas e resíduos acumulados durante o dia.

A falha recorrente nesse processo de limpeza pode levar ao acúmulo de proteínas ligadas a doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Em pessoas com mais de 60 anos, a insônia crônica está associada a um risco significativamente maior de desenvolvimento de demência nos anos subsequentes.

Causas e a influência do estilo de vida

O desequilíbrio do relógio biológico, responsável por sincronizar o corpo com a alternância entre dia e noite, é agravado por hábitos modernos. A exposição prolongada a telas de computadores, tablets e celulares, além da iluminação artificial, estimula o cérebro em momentos de desaceleração, mantendo o organismo em estado de alerta e dificultando a chegada do sono.

Estratégias de tratamento e reabilitação

O tratamento para a falta de sono não prioriza o uso de medicamentos como primeira opção. A abordagem inicial envolve a chamada higiene do sono, que inclui:

  • Redução do consumo de café ao final do dia;
  • Manutenção de horários regulares para despertar;
  • Aumento da exposição à luz natural pela manhã, o que auxilia o organismo a programar o próximo ciclo de sono;
  • Abstenção de telas por no mínimo duas horas antes de deitar.

Para casos específicos, a terapia cognitivo-comportamental para insônia é indicada como tratamento de primeira linha, focando na reestruturação da relação do paciente com o ato de dormir.

Acesso ao suporte médico

O acompanhamento especializado, que inclui terapias e encaminhamentos, está disponível para a população por meio do SUS. A manutenção de um sono adequado é classificada como uma necessidade fundamental para a preservação da saúde cerebral e do funcionamento geral do organismo.

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