Insônia atinge quase um terço dos adultos que vivem nas capitais brasileiras
Cerca de um terço dos adultos em capitais brasileiras sofre de insônia, transtorno que eleva riscos de AVC, doenças cardiovasculares e demência. O tratamento prioritário envolve a higiene do sono e a terapia cognitivo-comportamental, com suporte disponível via SUS
A insônia atinge quase um terço dos adultos residentes nas capitais brasileiras, manifestando-se pela dificuldade em iniciar ou manter o sono. O transtorno é identificado quando sintomas como fadiga, cansaço e prejuízos nas atividades cotidianas ocorrem ao menos três vezes por semana, durante um período de três meses.
Riscos à saúde e impacto cerebral
A privação do sono compromete a saúde sistêmica, elevando a probabilidade de ocorrência de AVC, doenças cardiovasculares e demência. No cérebro, o sono profundo é essencial para a ativação de um sistema de remoção de toxinas e resíduos acumulados durante o dia.
A falha recorrente nesse processo de limpeza pode levar ao acúmulo de proteínas ligadas a doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Em pessoas com mais de 60 anos, a insônia crônica está associada a um risco significativamente maior de desenvolvimento de demência nos anos subsequentes.
Causas e a influência do estilo de vida
O desequilíbrio do relógio biológico, responsável por sincronizar o corpo com a alternância entre dia e noite, é agravado por hábitos modernos. A exposição prolongada a telas de computadores, tablets e celulares, além da iluminação artificial, estimula o cérebro em momentos de desaceleração, mantendo o organismo em estado de alerta e dificultando a chegada do sono.
Estratégias de tratamento e reabilitação
O tratamento para a falta de sono não prioriza o uso de medicamentos como primeira opção. A abordagem inicial envolve a chamada higiene do sono, que inclui:
- Redução do consumo de café ao final do dia;
- Manutenção de horários regulares para despertar;
- Aumento da exposição à luz natural pela manhã, o que auxilia o organismo a programar o próximo ciclo de sono;
- Abstenção de telas por no mínimo duas horas antes de deitar.
Para casos específicos, a terapia cognitivo-comportamental para insônia é indicada como tratamento de primeira linha, focando na reestruturação da relação do paciente com o ato de dormir.
Acesso ao suporte médico
O acompanhamento especializado, que inclui terapias e encaminhamentos, está disponível para a população por meio do SUS. A manutenção de um sono adequado é classificada como uma necessidade fundamental para a preservação da saúde cerebral e do funcionamento geral do organismo.