Saúde

Isabella Scherer revela diagnóstico de diabetes gestacional e detalha rotina de cuidados na gravidez

27 de Julho de 2026 às 06:14

A influenciadora Isabella Scherer diagnosticou diabetes gestacional, condição que atinge cerca de 18% das gestações no Brasil. A patologia ocorre quando o pâncreas não supre a demanda de insulina devido a hormônios da placenta, exigindo monitoramento da glicose, dieta e, em alguns casos, uso de insulina ou metformina

Isabella Scherer revela diagnóstico de diabetes gestacional e detalha rotina de cuidados na gravidez
Reprodução/Instagram

A influenciadora e chef Isabella Scherer, atualmente grávida do terceiro filho, compartilhou recentemente seu diagnóstico de diabetes gestacional. A condição a levou a adotar uma rotina de monitoramento constante da glicose, ajustes na dieta e o uso de insulina, evidenciando a realidade de milhares de mulheres que enfrentam a doença durante a gravidez.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, a patologia afeta cerca de 18% das gestações no Brasil. Em escala global, a estimativa é que um em cada seis bebês nasça de mães que apresentaram níveis elevados de glicose no sangue durante o período gestacional.

Causas e funcionamento da doença

A diabetes gestacional caracteriza-se pelo aumento da glicose no sangue, podendo ser detectada pela primeira vez durante a gravidez. O processo ocorre devido à placenta, que, ao avançar a gestação, produz hormônios que interferem na ação da insulina — hormônio responsável por transportar o açúcar para as células.

Para compensar essa resistência, o pâncreas da gestante precisa aumentar sua produção. Quando o órgão não consegue suprir a demanda, a glicose se acumula na corrente sanguínea. Geralmente, a condição surge na segunda metade da gestação e desaparece após o parto, embora mulheres com histórico prévio de diabetes possuam maior risco de desenvolvimento.

Fatores de risco e diagnóstico

A detecção precoce é fundamental, pois a doença raramente apresenta sintomas. O rastreamento deve ser realizado por todas as gestantes, independentemente de fatores de risco, iniciando-se na primeira consulta de pré-natal com a dosagem de glicose em jejum.

Entre a 24ª e a 28ª semana, é realizado o teste de tolerância à glicose, conhecido como curva glicêmica. Este período é crítico porque os hormônios da placenta atingem o pico de atividade, elevando a resistência à insulina. Vale notar que os parâmetros de referência mudam na gravidez: a glicemia de jejum é considerada normal até 91 mg/dL, enquanto fora da gestação o limite é de 99 mg/dL.

Grupos com maior suscetibilidade incluem mulheres que:

  • Possuem histórico familiar de diabetes;
  • Tiveram bebês com mais de quatro quilos em gestações anteriores;
  • Convivem com a síndrome dos ovários policísticos;
  • Apresentam excesso de peso ou hipertensão;
  • Tiveram episódios de glicose alterada em exames prévios.

Tratamentos e riscos ao bebê

A ausência de controle da glicemia pode resultar em recém-nascidos macrossômicos (acima de quatro quilos) ou quadros de hipoglicemia logo após o nascimento. O tratamento inicial baseia-se em reeducação alimentar, atividade física e monitoramento regular.

Quando as mudanças de hábito não são suficientes, a insulina é a primeira escolha terapêutica, pois sua molécula quase não atravessa a placenta, sendo segura para o feto. Outra alternativa reconhecida é a metformina, indicada em casos específicos, como aversão a injeções, falta de acesso à insulina ou quando há necessidade de reduzir o ganho de peso materno e a incidência de hipertensão. Diferente da insulina, a metformina atravessa a placenta, motivo pelo qual é evitada em casos de crescimento fetal restrito.

Prevenção e cuidados pós-parto

O controle do metabolismo e a manutenção do peso adequado antes de engravidar são medidas preventivas essenciais, pois o ambiente uterino influencia a saúde do bebê a longo prazo.

Embora a glicose costume normalizar após o nascimento, mulheres que tiveram a condição devem repetir o exame algumas semanas após o parto. Isso ocorre porque elas apresentam um risco elevado de desenvolver diabetes tipo 2 futuramente.

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