Máscaras de LED utilizam diferentes comprimentos de onda para tratamentos faciais domésticos e combate à acne
Máscaras de LED utilizam fotobiomodulação com luzes vermelha, infravermelha e azul para tratar a pele, possuindo contraindicações para gestantes, lactantes e pessoas com lúpus ou problemas oculares. O mercado oferece modelos como Foreo FAQ 202, Currentbody LED Facial Series 2 e Shark CryoGlow, além de opções de entrada. A eficácia do tratamento depende da regularidade de sessões de 10 minutos
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A fotobiomodulação, processo biológico que utiliza a radiação luminosa para estimular a pele sem causar danos ao DNA ou queimaduras, fundamenta a crescente popularidade das máscaras de LED para tratamentos faciais domésticos. Diferente da exposição solar, que pode danificar as células, essa tecnologia opera por meio de comprimentos de onda específicos, medidos em nanômetros, para atingir diferentes camadas do tecido cutâneo.
A luz vermelha (630 nm) atua na superfície e nas camadas intermediárias, incentivando a produção de elastina e colágeno para aumentar a firmeza e a elasticidade da pele. Já a luz infravermelha, com comprimentos de onda entre 830 e mais de 1000 nm, penetra nas camadas mais profundas para reduzir inflamações, melhorar a microcirculação e fortalecer a energia celular. Para o combate à acne, utiliza-se a luz azul (cerca de 415 nm), que destrói seletivamente as bactérias causadoras da inflamação ao interagir com as porfirinas.
Apesar dos benefícios, o uso desses dispositivos possui contraindicações rigorosas. O tratamento não é recomendado para mulheres grávidas ou em período de amamentação, devido a possíveis efeitos imprevisíveis da estimulação. Também devem evitar a tecnologia pessoas com histórico de lúpus, problemas oculares ou que utilizem medicamentos que aumentem a sensibilidade cutânea.
No mercado atual, destacam-se três modelos principais com propostas distintas. A Foreo FAQ 202 é a opção de maior valor (839 euros), caracterizando-se por um design minimalista em silicone flexível e controle via aplicativo. O aparelho oferece oito tipos de luzes combinadas com infravermelho próximo, distribuídas em 600 pontos de luz.
A Currentbody LED Facial Series 2, com custo de 449,99 euros, foca exclusivamente no espectro vermelho e infravermelho, sendo inadequada para quem busca tratar acne. O dispositivo é controlado por um console externo com tela que indica o tempo restante e os modos de tratamento. Diferente das opções flexíveis, este modelo possui estrutura rígida, o que confere maior estabilidade, embora reduza o conforto ergonômico.
Já a Shark CryoGlow apresenta-se como uma alternativa mais acessível, custando 100 euros a menos que a Currentbody. Além das luzes vermelha, infravermelha e azul, o modelo oferece uma função de revitalização do contorno dos olhos com efeito frio imediato para desobstruir a área. O aparelho é controlado por um botão simples e promete resultados de luminosidade e suavidade em oito semanas.
Para consumidores que buscam opções de entrada, existem alternativas como a Bodynskin da Nourished (menos de 200 euros), que inclui acessórios para pescoço e colo; a Glow 2 da Inia (menos de 105 euros), com quatro modos de luz; e a LuminaCare Mask da Iborra (menos de 90 euros), que oferece luzes vermelha, azul e amarela com promessa de resultados em 30 dias.
A eficácia de qualquer um desses dispositivos depende da constância no uso, visto que a fototerapia não produz resultados imediatos ou milagrosos, exigindo paciência e regularidade nas sessões, que geralmente duram 10 minutos.