Saúde

Ministério da Saúde planeja programa no SUS para ampliar tratamentos de mulheres na menopausa

27 de Outubro de 2026 às 18:00 2 min de leitura

O Ministério da Saúde planeja criar um programa no SUS para ampliar o acesso a medicamentos e tratamentos para mulheres na menopausa. A iniciativa prevê a democratização da densitometria óssea e a expansão da radiofarmácia clínica para outras regiões do país

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O Ministério da Saúde planeja a criação de um programa no Sistema Único de Saúde (SUS) voltado para a ampliação do acesso a tratamentos e medicamentos destinados a mulheres no período da menopausa e da transição para essa fase. A iniciativa foi discutida pelo ministro Alexandre Padilha durante visita técnica ao Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) e ao Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, em Campinas (SP), nesta terça-feira (27).

A escolha do CAISM para colaborar no desenvolvimento do programa baseia-se no histórico da instituição com o SUS, que já atuou em frentes de cuidado materno-infantil, na implementação de novas técnicas de Papanicolau e na identificação do vírus do papilomavírus humano (HPV).

Expansão de diagnósticos e tecnologias

Um dos focos do novo programa é a democratização do acesso à densitometria óssea. O equipamento, utilizado para medir a massa óssea e prevenir fraturas em mulheres no climatério e na menopausa, já opera no CAISM e deve ter sua oferta ampliada na rede pública.

Além da saúde da mulher, o governo federal estuda a replicação do modelo de radiofarmácia clínica em outras regiões do Brasil, especialmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde a oferta de manipulação de radiofármacos — substâncias radioativas para fins terapêuticos ou diagnósticos em casos de tumores e cânceres — é reduzida. O HC da Unicamp inaugurou esse serviço em junho de 2024.

Inovação em Medicina Nuclear

Durante a agenda, o ministro visitou a área de medicina nuclear do HC para conhecer o SPECT/CT, tecnologia de imagem 3D de corpo inteiro que utiliza detectores de telureto de cádmio-zinco (CZT) e recursos de inteligência artificial.

Com um investimento de R$ 8,6 milhões, o aparelho permite:

  • Diagnóstico precoce de câncer;
  • Identificação ágil de lesões;
  • Redução do tempo de espera para os pacientes.

O Hospital de Clínicas da Unicamp é a primeira unidade pública da América Latina a disponibilizar essa tecnologia.

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