Mudanças climáticas expandem habitat de insetos transmissores de doenças na Europa e no mundo
As mudanças climáticas expandem o habitat de insetos transmissores de doenças, como a malária e a dengue, atingindo novos territórios na Europa. O DEET é o repelente mais utilizado, porém apresenta riscos de toxicidade e irritações cutâneas. Estudos indicam que a eficácia da substância pode estar diminuindo devido à adaptação dos insetos
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As mudanças climáticas e o aumento das temperaturas globais estão expandindo o habitat de insetos transmissores de doenças, elevando os índices de casos e óbitos por enfermidades como malária e dengue. Esse cenário favorece a dispersão de espécies para regiões anteriormente não afetadas, a exemplo do mosquito Aedes albopictus, responsável pela transmissão da chikungunya e da dengue, que avançou sobre territórios da França, Grécia e Portugal no último ano.
Na Espanha, a vigilância sanitária concentra-se atualmente na região da Andaluzia, que monitora a crescente incidência do vírus do Nilo, propagado pelo Culex pipiens, conhecido como o mosquito comum.
Riscos e limitações do DEET
Diante da expansão dessas pragas, a barreira química na pele torna-se a principal medida de proteção individual. O componente mais utilizado nos sprays repelentes é o N,N-Dietil-meta-toluamida, conhecido como DEET. Desenvolvido pelo exército dos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, esse líquido amarelado é reconhecido por sua eficácia, embora apresente efeitos colaterais significativos.
O uso do DEET pode acarretar:
- Irritações cutâneas e reações em pessoas com pele sensível;
- Toxicidade em casos de exposição a doses muito altas ou uso prolongado;
- Danos materiais, como a corrosão de plásticos e manchas em tecidos.
Devido a essas características, a aplicação de altas concentrações da substância não é recomendada para crianças pequenas.
Eficácia e novas perspectivas
Apesar de ainda ser considerado o método mais eficiente, a eficácia do repelente pode estar diminuindo. Estudos laboratoriais recentes indicam que os insetos podem estar desenvolvendo a capacidade de associar o odor do DEET ao alimento, o que compromete a função repelente do produto. Somam-se a isso as características sensoriais desagradáveis, como o odor forte e a textura pegajosa, que impulsionam a busca por alternativas terapêuticas e preventivas.