Mulher morre em São Paulo após ter o intestino perfurado durante a realização de colonoscopia
Mariana dos Santos Candido, de 41 anos, morreu em São Paulo após ter o intestino perfurado durante uma colonoscopia. A paciente passou por cirurgia de emergência, mas não resistiu às complicações do procedimento
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Uma mulher de 41 anos, identificada como Mariana dos Santos Candido, morreu em São Paulo após ter o intestino perfurado durante a realização de uma colonoscopia. De acordo com relatos de familiares, cerca de metade do órgão foi cortada durante o procedimento de rotina. A paciente chegou a passar por uma cirurgia de emergência para tentar reverter a situação, porém não resistiu às complicações.
A colonoscopia é a ferramenta principal para a avaliação da saúde do intestino grosso e da porção final do intestino delgado. O exame é fundamental para o diagnóstico precoce do câncer e a identificação de pólipos ou tumores na superfície interna do órgão.
Funcionamento e preparo do exame
O procedimento consiste na introdução de um aparelho flexível, equipado com câmera e iluminação, via anal. A avaliação dura, em média, entre 30 e 40 minutos e é realizada sob sedação para que o paciente não sinta desconforto. Devido à anestesia, é necessária a internação para recuperação e alimentação, com alta geralmente concedida após uma ou duas horas, desde que haja um acompanhante.
Para que a parede intestinal seja visualizada sem a obstrução de fezes ou resíduos alimentares, o paciente deve utilizar laxantes. Esse preparo costuma ocorrer em domicílio, mas pode ser feito no ambiente hospitalar dependendo do quadro clínico do indivíduo.
Indicações e recomendações
O Ministério da Saúde orienta que a colonoscopia seja realizada independentemente da idade se houver sintomas como:
- Sangue nas fezes;
- Anemia;
- Perda de peso;
- Mudança no hábito intestinal;
- Dor abdominal ou presença de massa dura no abdômen.
Para pessoas sem sintomas, a recomendação preventiva inicia aos 45 anos. No entanto, quem possui histórico familiar da doença deve antecipar o exame em 10 anos em relação à idade em que o parente de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
Riscos e recuperação
Embora a perfuração intestinal seja classificada como uma complicação rara em exames de rotina, o procedimento exige cuidados específicos para pacientes com obesidade ou doenças crônicas, que podem demandar maior atenção na sedação e no preparo.
Após a conclusão do exame, o paciente repousa por cerca de 40 minutos em sala de recuperação. As reações mais comuns no período pós-operatório incluem:
- Cólicas e dores abdominais;
- Diarreia;
- Gases;
- Presença de sangue nas fezes.
Como orientação pós-exame, recomenda-se evitar alimentos gordurosos ou que provoquem excesso de gases para minimizar possíveis desconfortos.