Saúde

Mulheres apoiam a ascensão das outras mulheres no mercado de trabalho brasileiro, diz pesquisa inédita

06 de Março de 2026 às 06:41

Mulheres são a principal fonte de apoio para outras mulheres no mercado de trabalho brasileiro, segundo pesquisa realizada pela Nexus e Todas Group com 1.534 líderes femininas espalhadas pelo país. Quatro em cada dez entrevistadas disseram ter recebido ajuda preferencialmente feminina para ascenderem nas carreiras. As renúncias mais frequentes feitas pelas mulheres foram o autocuidado, tempo com a família e saúde mental

Mulheres são as principais impulsionadoras do crescimento das outras mulheres no mercado de trabalho brasileiro, conforme revela uma pesquisa inédita realizada pela Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados em parceria com a Todas Group. O estudo entrevistou 1.534 mulheres ocupantes de cargos de liderança espalhadas por todo o país.

As principais conclusões da pesquisa são que quatro entre cada dez mulheres (41%) afirmaram ter recebido apoio preferencialmente feminino para ascenderem nas carreiras, enquanto apenas 14% disseram contar com ajuda principalmente de homens. A percepção varia de acordo com a faixa etária e área de atuação.

No grupo composto por mulheres entre 25 e 40 anos, foi mais forte o sentimento de que as carreiras foram impulsionadas por outras mulheres (48%). Além disso, essa avaliação também é mais intensa nas áreas de marketing, publicidade e comunicação (56%) e educação e treinamento corporativo (53%).

Simone Murata, CEO da Todas Group, destaca a importância das redes sociais femininas no crescimento profissional: "Não adianta as mulheres estarem preparadas se não tiverem uma rede robusta por trás delas que ajude elas a crescer."

O levantamento também questionou quais são os principais sacrifícios feitos pelas mulheres em suas carreiras. Entre as entrevistadas, três em cada quatro (74%) disseram ter precisado abrir mão do autocuidado, incluindo saúde física e hobbies.

As renúncias mais frequentes foram também o tempo com a família (53%), a saúde mental (53%) e o lazer (37%). Denise Hamano, líder feminina da rede de varejo Magalu, compartilhou sua experiência ao criar uma comunidade de mulheres empreendedoras dentro do grupo.

A pesquisa ressalta que as renúncias feitas pelas mulheres variam com a faixa etária. Entre as mais jovens (18-24 anos), os maiores sacrifícios foram na vida social e no lazer, enquanto entre aquelas de 25 a 40 anos, foi maior o sacrifício da saúde mental.

Simone Murata avalia que essas mudanças têm relação com as alterações no mercado de trabalho e o crescimento da participação feminina em cargos de liderança. "A medida em que elas avançam, há menos necessidade de 'se provar todo tempo.

Com informações de Agência Brasil

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