Saúde

Mulheres na perimenopausa têm o dobro de chance de apresentar indicadores cardiovasculares inferiores, diz estudo

19 de Maio de 2026 às 06:36

Estudo da American Heart Association com 9.248 mulheres indica que a perimenopausa dobra a probabilidade de indicadores cardiovasculares inferiores. Paralelamente, dados da Orlando Health apontam que até 50% das mulheres podem ter prolapso de órgãos pélvicos. A desinformação impede que uma em cada três mulheres busque tratamento para essa condição

Mulheres na perimenopausa têm o dobro de chance de apresentar indicadores cardiovasculares inferiores, diz estudo
Wokandapix para Pixabay

Mulheres na perimenopausa apresentam o dobro de probabilidade de possuírem indicadores de saúde cardiovascular inferiores quando comparadas a mulheres com ciclos menstruais regulares. A conclusão é fruto de um estudo da American Heart Association, que analisou 9.248 mulheres com idades entre 18 e 80 anos.

A avaliação da saúde cardiovascular foi fundamentada no Life’s Essential 8, protocolo da entidade que monitora oito fatores críticos: a manutenção de níveis adequados de açúcar no sangue, controle da pressão arterial e do colesterol, peso corporal equilibrado, qualidade do sono, ausência de nicotina, dieta balanceada e prática de atividade física. Para a Dra. Amrita Nayak, autora principal da pesquisa, a perimenopausa representa um período crítico onde o risco cardiovascular é amplificado, configurando-se como uma janela de oportunidade para a implementação de mudanças no estilo de vida e reavaliação de riscos.

Paralelamente, dados da organização sem fins lucrativos Orlando Health, sediada na Flórida, indicam que até 50% das mulheres podem enfrentar algum nível de prolapso de órgãos pélvicos ao longo da vida. A condição, caracterizada pela perda da sustentação muscular que projeta os órgãos de forma anômala, pode resultar em constipação, incontinência e no deslocamento do útero ou da bexiga para a vagina, provocando dor crônica e pressão severa.

O estudo revela que a desinformação contribui para que uma em cada três mulheres não busque tratamento. Cerca de 31% acreditam que o quadro se manifesta apenas após os 60 anos ou na pós-menopausa, enquanto 30% associam a condição exclusivamente a mulheres que passaram por gravidez. Além disso, metade das entrevistadas ignora que a incontinência urinária não é um processo natural do envelhecimento e a mesma proporção de uma em cada três desconhece a existência de cirurgias para a correção do prolapso.

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