Nova pílula dobra tempo de sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas em congresso mundial
A pílula daraxonrasib dobrou a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas, enquanto a terapia CAR-T Cell, da USP, apresentou 87,5% de eficácia contra o linfoma não Hodgkin. O Ministério da Saúde pretende incorporar a técnica brasileira ao SUS e o CFM liberou dois novos tratamentos para o câncer de próstata
Avanços recentes na oncologia trazem perspectivas promissoras para o tratamento de tumores agressivos, com destaque para a eficácia de novas terapias no Brasil e no exterior. Em Chicago, durante o maior congresso de oncologia do mundo, a apresentação dos resultados clínicos da daraxonrasib gerou reações incomuns em um ambiente científico, com médicos e pesquisadores celebrando a pílula que conseguiu dobrar o tempo de sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas, patologia classificada como a mais letal da categoria.
Paralelamente, a ciência brasileira registrou um marco no combate ao linfoma, um câncer sanguíneo. Pesquisadores da USP, em Ribeirão Preto, desenvolveram a terapia CAR-T Cell, que atua na modificação de células do sistema imunológico. O estudo conduzido por Diego Villa Clé, professor de Hematologia da USP e coordenador de Biotecnologia e do Núcleo de Terapias Avançadas do Hemocentro de Ribeirão Preto, demonstrou que a técnica apresentou 87,5% de eficácia, com a redução significativa da doença em nove de cada dez pacientes com linfoma não Hodgkin.
Diante dos resultados da tecnologia nacional, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, manifestou a intenção de incorporar o tratamento ao Sistema Único de Saúde (SUS). A viabilidade da terapia experimental já é relatada por pacientes em processo de remissão, como Paulo Pelegrino.
No campo das atualizações normativas, o Conselho Federal de Medicina (CFM) liberou dois novos tratamentos para o câncer de próstata. As técnicas visam reduzir os impactos negativos sobre as funções urinária e sexual dos pacientes. O cenário atual da oncologia também conta com a atuação de especialistas como Fernando Maluf, oncologista e cofundador do Instituto Vencer o Câncer, que acompanha a evolução de fármacos como a daraxonrasib e as tendências modernas do setor.