OMS confirma 11 casos de hantavírus em primeiro surto registrado em navio de cruzeiro
A OMS confirmou 11 casos de hantavírus e três mortes no navio MV Hondius, que percorria a Antártida, Argentina e ilhas do Atlântico Sul. O surto envolve a cepa Andes, resultando na evacuação de 122 pessoas em Tenerife e na quarentena de 42 dias. Um novo caso foi registrado em Madri e 12 profissionais de saúde foram isolados na Holanda
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou 11 casos de hantavírus relacionados a um surto no navio de cruzeiro MV Hondius, com três óbitos registrados até agora: um cidadão alemão e um casal holandês. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou em coletiva em Madri que, apesar do volume de infectados, não há evidências de uma disseminação ampliada da doença no momento.
O surto ocorreu durante uma expedição que percorria a Antártida, a Argentina e ilhas do Atlântico Sul, sendo este o primeiro registro da doença em um navio de cruzeiro. Como medida de controle, 87 passageiros e 35 tripulantes foram evacuados em Tenerife, na Espanha, utilizando equipamentos de proteção completa. O MV Hondius segue agora para Rotterdam, na Holanda, para a realização de processos de limpeza e desinfecção.
Nove dos 11 casos confirmados referem-se à cepa Andes, variante rara do hantavírus que permite a transmissão entre seres humanos em situações de contato próximo. Em condições normais, a infecção ocorre via contato com saliva, urina ou fezes de roedores silvestres. O quadro clínico inicia-se com dores musculares, calafrios e febre, podendo evoluir para insuficiência respiratória grave, com sintomas que surgem entre uma e oito semanas após a exposição. Por esse motivo, a recomendação da OMS é que os passageiros evacuados cumpram 42 dias de quarentena.
Na Espanha, o Ministério da Saúde confirmou um novo caso positivo. Trata-se de uma passageira que, após ser retirada do navio no domingo e internada em um hospital militar em Madri, apresentou febre e dificuldade respiratória. A paciente permanece estável e sem deterioração clínica. Outros 13 espanhóis evacuados do cruzeiro realizaram testes que, até o momento, resultaram em negativo.
Já na Holanda, o hospital Radboud University Medical Center isolou preventivamente 12 funcionários. O grupo manipulou fluidos corporais de um paciente infectado sem a aplicação de protocolos de segurança reforçados. A instituição classificou a medida como precaução, reiterando que o risco de transmissão é baixo.