OMS confirma primeiro surto de hantavírus em navio de cruzeiro com três mortes registradas
A OMS confirmou 11 casos de hantavírus e três mortes em um surto no navio MV Hondius durante expedição pela Antártida, Argentina e Atlântico Sul. Oito passageiros e tripulantes foram evacuados em Tenerife, enquanto a embarcação segue para desinfecção em Rotterdam. Nove infectados apresentam a cepa Andes, levando a entidade a recomendar quarentena de 42 dias
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou 11 casos de hantavírus relacionados a um surto a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, com o registro de três óbitos: um cidadão alemão e um casal holandês. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou em coletiva em Madri que, apesar do volume de infectados, não há evidências de que a doença esteja se disseminando amplamente.
O surto ocorreu durante uma expedição que percorria a Antártida, a Argentina e ilhas do Atlântico Sul, sendo este o primeiro registro de hantavírus em um navio de cruzeiro. Como medida de contenção, 87 passageiros e 35 tripulantes foram evacuados em Tenerife, na Espanha, utilizando equipamentos de proteção. O navio MV Hondius segue agora para Rotterdam, na Holanda, para passar por processos de desinfecção e limpeza.
Nove dos casos confirmados pertencem à cepa Andes, variante rara do vírus que permite a transmissão entre seres humanos em contextos de contato próximo. De forma geral, a infecção ocorre pelo contato com saliva, urina ou fezes de roedores silvestres. O quadro clínico inicia com dores musculares, calafrios e febre, podendo evoluir para insuficiência respiratória grave, com a manifestação dos sintomas ocorrendo entre uma e oito semanas após a exposição. Por esse motivo, a OMS recomendou quarentena de 42 dias para os passageiros evacuados.
Na Espanha, o Ministério da Saúde confirmou a infecção de uma passageira que, após ser retirada do navio no domingo, foi internada em um hospital militar em Madri. A paciente apresentou febre e dificuldade respiratória, mas permanece estável. Ela integrava um grupo de 14 espanhóis repatriados, dos quais os demais testaram negativo até o momento.
Já na Holanda, o hospital Radboud University Medical Center colocou 12 funcionários em quarentena preventiva. A medida foi tomada após a manipulação de fluidos corporais de um paciente infectado sem a observância de protocolos rigorosos de segurança, embora a instituição classifique o risco de transmissão como baixo.