Saúde

OMS prioriza três terapias experimentais para enfrentar a cepa Bundibugyo do Ebola

29 de Maio de 2026 às 09:23

A OMS priorizou os medicamentos remdesivir, MBP134 e maftivimab, além de vacinas candidatas, para ensaios clínicos contra a cepa Bundibugyo do Ebola. A medida ocorre durante surtos na República Democrática do Congo e Uganda. A agência também indicou o obeldesivir para prevenção pós-exposição

OMS prioriza três terapias experimentais para enfrentar a cepa Bundibugyo do Ebola
REUTERS/Abubaker Lubowa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a priorização de três terapias experimentais para enfrentar a cepa Bundibugyo do Ebola: o antiviral remdesivir, da Gilead Sciences, e os medicamentos MBP134, da Mapp Biopharmaceutical, e maftivimab, da Regeneron. A recomendação, divulgada nesta quinta-feira, estabelece que esses tratamentos e vacinas candidatas passem por ensaios clínicos para a comprovação de sua eficácia e segurança, visto que ainda não existem terapias ou imunizantes aprovados especificamente para essa variante do vírus.

A estratégia ocorre enquanto a República Democrática do Congo (RDC) enfrenta a continuidade do surto, com a detecção de casos também em Uganda. Para viabilizar a resposta, a Regeneron já disponibilizou o maftivimab na RDC, aguardando a decisão da OMS sobre a aplicação imediata em pacientes ou a inclusão em estudos. Além dos tratamentos isolados, a agência orientou a avaliação de terapias combinadas que integrem o remdesivir a anticorpos monoclonais.

No campo da prevenção, a prioridade para contatos de casos confirmados é o obeldesivir, antiviral oral experimental da Gilead, indicado para uso pós-exposição. A OMS ressalta que o sucesso dessa medida está condicionado ao rastreamento rigoroso dos contatos.

Quanto ao desenvolvimento de vacinas, a candidata de dose única rVSV Bundibugyo, da International AIDS Vaccine Initiative, é apontada como a opção mais promissora, embora a previsão de início dos testes seja superior a sete meses. Já o imunizante ChAdOx1 Bundibugyo, fruto da parceria entre a University of Oxford e o Serum Institute of India, pode avançar para a fase de testes em dois ou três meses, dependendo de dados complementares de estudos com animais.

Sobre a Ervebo, única vacina licenciada contra o Ebola e produzida pela Merck & Co., a recomendação é que não seja utilizada fora de contextos de pesquisa, pois as evidências de proteção contra a cepa Bundibugyo são limitadas e inconclusivas.

Para a implementação desses ensaios clínicos sob padrões éticos, a OMS coordena ações com as autoridades de Uganda e da República Democrática do Congo, além do apoio do Africa Centres for Disease Control and Prevention.

Com informações de G1

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