Papa Leão XIV passa por cirurgia para retirar tumor no pulmão direito
O Papa Leão XIV, de 71 anos, retirou o lobo inferior do pulmão direito após diagnóstico de adenocarcinoma. A cirurgia ocorreu após a detecção de um nódulo no órgão
O Papa Leão XIV, de 71 anos, passou por um procedimento cirúrgico para a retirada do lobo inferior do pulmão direito após ser diagnosticado com adenocarcinoma de pulmão. A lesão foi identificada por meio de exames que detectaram um nódulo no órgão.
O adenocarcinoma é a modalidade mais frequente de câncer de pulmão, representando entre 40% e 50% dos diagnósticos. Embora o tabagismo esteja vinculado a cerca de 80% dos casos da doença, este subtipo específico é o mais comum em pacientes que nunca fumaram, como ocorre no caso do pontífice.
Fatores de risco e causas
A ciência ainda não definiu uma causa única para o surgimento desses tumores em não fumantes. No entanto, a exposição ao radônio — um gás radioativo, incolor e inodoro proveniente de rochas e do solo que pode se acumular em locais mal ventilados — é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a segunda maior causa de câncer de pulmão.
Outros elementos que elevam a probabilidade de desenvolver a doença incluem:
- Histórico familiar;
- Poluição ambiental;
- Contato com gases tóxicos em ambiente ocupacional.
Diagnóstico e sintomas
A patologia é caracterizada por se desenvolver a partir de células glandulares e costuma ser silenciosa em seus estágios iniciais. Frequentemente, o tumor é descoberto incidentalmente durante a investigação de outros problemas de saúde. Quando os sintomas surgem, a doença pode estar em estágio avançado, manifestando-se através de:
- Tosse persistente ou com sangue;
- Falta de ar e dor no tórax;
- Febre e perda de peso inexplicável.
Em situações de metástase, a doença se espalha para outros órgãos. Um exemplo é o paciente Gleison, que descobriu a lesão pulmonar após apresentar fortes dores de cabeça, resultando na identificação de um tumor no cérebro originado no pulmão. Outro caso, o de Paulo, de 61 anos e não fumante, ocorreu quando a investigação de uma pneumonia revelou a alteração pulmonar via tomografia.
Opções de tratamento
A estratégia terapêutica é definida com base no estágio do tumor, suas características moleculares e a existência de metástases. Para casos iniciais e localizados, a cirurgia é a principal opção, podendo ser realizada via técnica minimamente invasiva, com pequenas incisões entre as costelas.
Para quadros mais complexos, a oncologia moderna dispõe de:
- Imunoterapia: estimula o sistema imune a combater as células cancerígenas.
- Terapias-alvo: atuam em alterações moleculares específicas do tumor.
O paciente Gleison, por exemplo, obteve redução de 30% no volume dos tumores através da imunoterapia após a quimioterapia não surtir efeito. Atualmente, tanto ele quanto Paulo encontram-se em estado de remissão.