Saúde

Pergunta sobre cortar unhas dos pés ajuda a identificar risco de quedas em idosos

14 de Maio de 2026 às 06:13

Perguntas sobre a autonomia de idosos em tarefas simples, como cortar as unhas dos pés, auxiliam na identificação precoce do risco de quedas. A prevenção envolve a adaptação do ambiente doméstico, uso de calçados antiderrapantes e revisão de dosagens de medicamentos. O controle nutricional e da mobilidade também é fundamental para evitar o declínio funcional

Pergunta sobre cortar unhas dos pés ajuda a identificar risco de quedas em idosos
Sabine Van Erp para Pixabay

A identificação precoce do risco de quedas em idosos pode ser feita por meio de perguntas simples durante a consulta médica, como a capacidade do paciente de cortar as próprias unhas dos pés. De acordo com Pedro Kallas Curiati, coordenador das especializações em geriatria e gerontologia da Faculdade Sírio-Libanês e doutor pela Faculdade de Medicina da USP, esse questionamento serve como uma triagem multidimensional que revela limitações de equilíbrio, visão, mobilidade, força de preensão manual e destreza.

O médico alerta para a existência do "caidor oculto", termo utilizado para descrever pacientes que buscam atendimento de emergência por sintomas que não parecem ligados a quedas — como dores, infecções ou alterações metabólicas —, mas que possuem um risco subjacente não detectado.

Para mitigar esses perigos, a orientação é a adaptação do ambiente doméstico, com a instalação de barras de apoio em banheiros, corrimãos em escadas, iluminação eficiente e a retirada de tapetes soltos. No cuidado pessoal, é fundamental o uso de calçados com solado antiderrapante e a verificação de deformidades ou calosidades que prejudiquem o apoio dos pés.

Outro ponto crítico envolve a revisão farmacológica, especificamente o ajuste de dosagens de hipoglicemiantes, anti-hipertensivos e benzodiazepínicos, substâncias que elevam a probabilidade de acidentes. Curiati destaca ainda que o controle da mobilidade e o estado nutricional estão interligados; a falha em um desses pilares intensifica as vulnerabilidades do outro, gerando um processo de declínio funcional progressivo.

Notícias Relacionadas