Saúde

Qualidade do sono é fator determinante na prevenção de doenças degenerativas e demências

27 de Outubro de 2026 às 06:01 1 min de leitura

O XXXII Congresso Brasileiro de Neurologia discutiu a importância do sono na manutenção da arquitetura cerebral. A fragmentação do repouso prejudica a remoção de resíduos neurotóxicos, elevando o risco de demências e da Doença de Alzheimer

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Qualidade do sono é fator determinante na prevenção de doenças degenerativas e demências
daha3131053 para Pixabay

A preservação da qualidade do sono atua como um fator determinante na manutenção da arquitetura cerebral e na prevenção de patologias degenerativas. Durante o XXXII Congresso Brasileiro de Neurologia (Neuro 2026), discutiu-se como o repouso noturno funciona como um mecanismo essencial para a renovação do organismo e a proteção das funções cognitivas.

Impacto nas doenças neurodegenerativas

O sono desempenha um papel ativo na modificação do curso de doenças que afetam o sistema nervoso. Quando a continuidade do descanso é interrompida — situação comum em casos de insônia ou na Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono — o cérebro enfrenta dificuldades para realizar a limpeza de resíduos prejudiciais.

A fragmentação do sono prejudica a remoção de agregados neurotóxicos, especificamente a beta-amiloide e a tau hiperfosforilada. A longo prazo, a falha nesse processo de "limpeza" cerebral eleva a probabilidade de desenvolvimento de demências, com destaque para a Doença de Alzheimer.

De acordo com o neurologista Raimundo Nonato Delgado Rodrigues, professor associado da Universidade de Brasília, a proteção do sono é, fundamentalmente, a proteção da estrutura do cérebro, relacionando a capacidade de memória à qualidade do repouso.

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