Saúde

Sociedade Brasileira de Cardiologia lança diretriz para o tratamento de doenças cardiovasculares em idosos

05 de Novembro de 2026 às 06:01 2 min de leitura

A Sociedade Brasileira de Cardiologia lançou a terceira edição da Diretriz de Cardiogeriatria, com normas para o manejo de doenças cardiovasculares em idosos. O documento prioriza a capacidade funcional e a fragilidade em vez da idade cronológica, incluindo um capítulo inédito sobre síncope. A norma recomenda a Avaliação Geriátrica Ampla como modelo de atendimento interdisciplinar

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A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apresentou a terceira edição da Diretriz de Cardiogeriatria durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia. O documento, que soma mais de 170 páginas, estabelece as normas científicas e práticas para que cardiologistas realizem o diagnóstico, a estratificação de risco e o tratamento de doenças cardiovasculares em idosos.

A orientação central da nova diretriz é que a conduta clínica não seja pautada na idade cronológica do paciente. Em vez disso, as decisões terapêuticas devem considerar a capacidade funcional, a fragilidade e a coexistência de outras patologias.

Foco em síncope e prevenção de quedas

O guia introduz, em primeira escala mundial, um capítulo dedicado exclusivamente à síncope (desmaio) na população geriátrica. A medida visa combater uma das causas ocultas de quedas em idosos, visto que a perda súbita de consciência pode ser um sinalizador de condições cardiovasculares graves.

Identificação e reversão da fragilidade

O documento detalha a abordagem à fragilidade, síndrome definida pela redução da reserva fisiológica que torna o idoso vulnerável a eventos como desidratação, infecções ou alterações em dosagens medicamentosas. A SBC ressalta que essa condição não é inerente ao envelhecimento e pode ser revertida com a prática de exercícios de força e resistência.

Um dos principais sinais da fragilidade é a sarcopenia (perda de massa e força muscular), que pode ser identificada por meio de indicadores específicos:

  • Exaustão física persistente;
  • Marcha lenta;
  • Dificuldade para levantar-se da cama ou de cadeiras sem auxílio;
  • Diminuição da força muscular, notada especialmente no aperto de mão.

Padrão de diagnóstico interdisciplinar

Para a SBC, a Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) deve ser o modelo de atendimento para todos os idosos. Esse processo interdisciplinar, realizado por diferentes profissionais de saúde, busca diagnosticar problemas em diversas esferas, incluindo as dimensões nutricional, psicológica, social, cognitiva, funcional e clínica.

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