Testamento vital reduz intervenções médicas invasivas e a mortalidade hospitalar em pacientes idosos
Estudo do Journal of the American Geriatrics Society com 2.850 idosos indica que o testamento vital reduz em 25% as intervenções invasivas e em 31% a mortalidade hospitalar. O documento registra preferências de tratamento para doenças terminais. O e-book "O cuidado familiar à pessoa idosa: um guia social domiciliar" orienta a gestão do suporte domiciliar e a organização de redes familiares
O uso de diretivas antecipadas de vontade, popularmente chamadas de testamento vital, reduz significativamente a incidência de intervenções médicas desgastantes e a mortalidade hospitalar em pacientes idosos. De acordo com um estudo publicado no Journal of the American Geriatrics Society, que acompanhou 2.850 pessoas com 65 anos ou mais, a presença desse documento no prontuário eletrônico diminuiu em 25% a probabilidade de a pessoa ser submetida a cuidados de fim de vida invasivos e em 31% a chance de óbito em ambiente hospitalar. O instrumento serve para registrar, enquanto o indivíduo mantém suas faculdades mentais, as preferências de tratamento e cuidados diante de doenças graves, incuráveis e terminais.
Paralelamente à formalização desses desejos, a gestão do suporte domiciliar é detalhada no e-book "O cuidado familiar à pessoa idosa: um guia social domiciliar". A obra, escrita pela assistente social e gerontóloga Terezinha Monteiro Martinez em parceria com o pedagogo Alexandre Augusto e Souza, orienta sobre a organização de redes de suporte e a adaptação dos arranjos familiares. O guia aborda desde a convivência com pacientes com demência até a compreensão da finitude, alertando contra o "cuidado improdutivo". Essa prática é caracterizada por uma postura de mando de quem cuida sobre o idoso, resultando no distanciamento dos vínculos afetivos. Para contrapor esse cenário, os autores propõem a aplicação de uma empatia estruturada em três etapas.