Testes de sangue podem transformar o diagnóstico de Alzheimer no atendimento clínico cotidiano
Testes de sangue para prever o risco de Alzheimer foram apresentados na Conferência da Associação Internacional de Alzheimer como alternativa aos exames de imagem e de líquido cefalorraquidiano. A medida visa democratizar o diagnóstico para as mais de 50 milhões de pessoas com demência no mundo
Testes de sangue para a previsão de risco de Alzheimer surgem como uma ferramenta capaz de transformar o diagnóstico no atendimento clínico cotidiano. O tema ganhou destaque durante a Conferência da Associação Internacional de Alzheimer, apontando para uma mudança na forma como a doença é identificada.
Mudança no padrão de diagnóstico
Atualmente, a confirmação da doença depende de métodos considerados padrão-ouro, que incluem a análise do líquido cefalorraquidiano e a realização de exames de imagem cerebral, como o PET. No entanto, essas ferramentas apresentam alto custo e baixa disponibilidade para a população em geral.
Impacto na saúde pública global
A necessidade de democratizar o diagnóstico é urgente, especialmente diante do crescimento de casos de demência em nações de baixa e média renda. Atualmente, existem mais de 50 milhões de pessoas convivendo com a condição no mundo, sendo que 60% desse total reside nesses países.
Para enfrentar esse cenário, que se consolida como uma das maiores preocupações de saúde pública do século XXI, o neurologista cognitivo da Mayo Clinic, Bryan Woodruff, defende a expansão do número de profissionais qualificados para diagnosticar a patologia, visando mitigar a carência de assistência nessas regiões.