Saúde

UPAs do SUS passarão a oferecer medicamentos trombolíticos para o tratamento de urgências cardiovasculares

02 de Setembro de 2026 às 13:00 2 min de leitura

UPAs do SUS disponibilizarão medicamentos trombolíticos para urgências cardiovasculares após sanção presidencial nesta quarta-feira (2). A medida visa descentralizar o acesso ao tratamento de infartos e coágulos sanguíneos. O prazo para a implementação dos novos protocolos é de 180 dias

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As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Sistema Único de Saúde (SUS) passarão a disponibilizar medicamentos trombolíticos para o tratamento de urgências cardiovasculares. A medida foi oficializada nesta quarta-feira (2), após a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A iniciativa visa descentralizar o acesso a terapias críticas, permitindo que a medicação, responsável por dissolver coágulos que obstruem a circulação sanguínea, seja administrada precocemente. Em quadros de infarto, essa intervenção é essencial para restabelecer o fluxo de sangue e minimizar as lesões no músculo cardíaco.

Impacto no atendimento e redução de riscos

A principal meta da nova regulamentação é a diminuição da mortalidade por doenças cardiovasculares, que representam a maior causa de óbitos no Brasil. A agilidade no socorro é o fator determinante para o prognóstico do paciente, visto que a demora entre a manifestação dos sintomas e a terapia aumenta as chances de sequelas e morte.

Com a mudança, o paciente não precisará aguardar a transferência para um hospital especializado para iniciar o tratamento. Essa facilidade beneficia especialmente a população residente fora dos grandes centros urbanos, que enfrenta dificuldades para acessar unidades com suporte de hemodinâmica.

Prazos e implementação

O Sistema Único de Saúde e as unidades de saúde terão um prazo de 180 dias para adaptar seus protocolos e implementar as novas regras de atendimento.

A medida avançou após aprovação do Senado Federal em agosto de 2026 e contou com a mobilização da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A entidade havia solicitado urgência na sanção, reiterando que a administração de trombolíticos nas UPAs é a alternativa viável para garantir que o tratamento ocorra dentro da janela de tempo adequada para a preservação da função cardíaca.

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