Vacinação contra HPV elimina mortes por câncer de colo do útero em jovens na Inglaterra
Estudo da revista The Lancet indica que a vacinação contra o HPV zerou as mortes por câncer de colo do útero em mulheres de 20 a 24 anos na Inglaterra entre 2020 e 2024. A medida evitou 200 óbitos no total, com cobertura vacinal de 90% entre jovens de 12 e 13 anos
A vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV) reduziu a quase zero a probabilidade de óbitos por câncer de colo do útero em mulheres com menos de 30 anos na Inglaterra. Um estudo publicado nesta quinta-feira (18) pela revista médica The Lancet, conduzido pelo Cancer Research UK e pela Queen Mary University of London, revelou que não houve registros de mortes por essa doença entre mulheres de 20 a 24 anos no período de 2020 a 2024. Este é o primeiro registro de ausência total de óbitos nessa faixa etária.
A análise indica que, caso a imunização não tivesse sido implementada, teriam ocorrido 23 mortes nesse grupo populacional entre 2020 e 2024. O cenário é reflexo de uma cobertura vacinal de aproximadamente 90% entre jovens de 12 e 13 anos. Anteriormente, entre 2015 e 2019, a mortalidade por esse tipo de câncer já havia apresentado uma queda de 80%.
Desde que a vacina foi introduzida, a medida evitou 200 mortes no total, combatendo as cepas de alto risco do vírus que originam a maioria dos casos da doença. No cronograma de saúde da Inglaterra, a imunização foi disponibilizada para meninas em 2008 e expandida para meninos em 2019.
Apesar dos avanços que indicam a possibilidade de eliminação progressiva do câncer de colo do útero no país, a detecção precoce permanece essencial. A vacina previne cerca de 90% das infecções causadoras de câncer e outras patologias, mas o vírus HPV, transmitido por via sexual e geralmente assintomático, ainda impacta a saúde pública. De acordo com o NHS, o serviço público de saúde local, a doença provoca cerca de 685 mortes anuais na Inglaterra.