Saúde

Viajante belga vindo de Uganda é investigado por sintomas virais e testado para ebola no Rio

31 de Maio de 2026 às 06:06

Um viajante belga vindo de Uganda está isolado no Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz com malária e investigação para ebola. O paciente apresenta quadro clínico leve e o protocolo de segurança foi ativado pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro

Um viajante belga que chegou ao Rio de Janeiro proveniente de Uganda está sob investigação de autoridades de saúde devido a sintomas virais. O caso é acompanhado conjuntamente pela Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria de Estado de Saúde e o Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz. Embora o paciente apresente um quadro clínico leve, compatível com diversas doenças infecciosas, ele não preenche todos os critérios técnicos para ser classificado como um caso suspeito de ebola.

Apesar de a Secretaria Municipal de Saúde não definir o paciente como o primeiro caso suspeito da doença na cidade, a investigação ocorre por precaução, considerando o cenário epidemiológico global. Um dos exames realizados já confirmou que o paciente está com malária, mas ele permanecerá isolado até que o resultado do teste para ebola seja divulgado.

Devido à procedência do viajante — país que, junto com a República Democrática do Congo, são as únicas nações com registros atuais da doença —, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ) ativou o protocolo de segurança. O procedimento incluiu o transporte do paciente de sua residência por meio de ambulância especializada e equipes com equipamentos de proteção. Ele foi transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), unidade preparada para a assistência médica e a testagem diagnóstica de casos suspeitos.

O paciente manifestou sintomas como calafrios, tosse e diarreia, sem relatar febre ou cefaleia intensa. Enquanto isso, a Vigilância Epidemiológica da SES-RJ realiza o levantamento de pessoas que tiveram contato com o viajante, orientando que qualquer sintoma como dores musculares, dores nas articulações, febre alta repentina ou dor de cabeça intensa seja comunicado imediatamente às autoridades.

A transmissão do ebola ocorre pelo contato direto com tecidos, fluidos corporais, secreções ou sangue de pessoas sintomáticas, sendo a transmissão possível apenas na fase aguda, com sintomas severos. A Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) reforçou recentemente a importância do isolamento em casos dessa natureza, especialmente considerando a cepa Bundibugyo.

Embora o ebola tenha sido declarado uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional em 2014, a América do Sul não registrou casos de transmissão autóctone do vírus. Os sintomas típicos da doença incluem náuseas, vômitos, fadiga, dor abdominal, diarreia, dores musculares, cefaleia intensa e febre alta, com maior risco de contágio nas fases avançadas da enfermidade.

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que o surto atual na República Democrática do Congo e em Uganda apresenta 134 casos confirmados e 18 mortes, resultando em uma taxa de mortalidade de 13%, índice inferior à média histórica. Outros 906 casos e 223 óbitos seguem sob investigação.

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